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Interpol usa IA para identificar 126 suspeitos de terrorismo em operação inédita

Atualizado em 19/09/2026 às 10:05 schedule 3 min de leitura visibility 5 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A Interpol anunciou nesta sexta-feira (18) que utilizou inteligência artificial em uma operação internacional que resultou na identificação de 126 suspeitos de atuar como terroristas. Batizada de Operação Shams II, a ação analisou mais de 108 mil imagens extraídas de conteúdos publicados por grupos extremistas jihadistas na internet.

A operação reuniu policiais e especialistas de 11 países e foi realizada entre os dias 1º e 5 de junho, em Túnis, capital da Tunísia. Durante os cinco dias de trabalho, os investigadores extraíram 108.076 imagens faciais de vídeos, fotografias e outros materiais divulgados por grupos jihadistas.

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Deviem

Ferramentas de inteligência artificial foram usadas para eliminar imagens repetidas e avaliar a qualidade do material. O processo reduziu o conjunto inicial para 6.362 fotografias únicas, consideradas adequadas para análise biométrica. Essas imagens foram então submetidas ao sistema de reconhecimento facial da própria Interpol e comparadas com informações disponíveis nas bases de dados policiais.

A organização destacou que os resultados produzidos com auxílio da inteligência artificial não foram aceitos automaticamente. Policiais e analistas treinados revisaram e verificaram as correspondências antes que as informações fossem incorporadas às investigações. Segundo a Interpol, as correspondências podem ajudar as autoridades a determinar possíveis localizações dos suspeitos, suas redes de contato e deslocamentos entre países. Milhares de outras imagens ainda aguardam processamento, o que significa que o número de identificações pode aumentar.

Informações produzidas durante a operação já estão sendo usadas em procedimentos judiciais nos países participantes, inclusive em um caso envolvendo dois suspeitos que se encontram detidos. A ação mobilizou 28 policiais e especialistas de Costa do Marfim, Gana, Iraque, Quênia, Malásia, Nigéria, Filipinas, Catar, Tajiquistão, Tunísia e Uzbequistão. Autoridades iraquianas também forneceram centenas de imagens relacionadas a suspeitos de terrorismo para ampliar as comparações.

Além do reconhecimento facial, os investigadores usaram ferramentas especializadas para rastrear transações com criptomoedas relacionadas a possíveis redes de financiamento terrorista. Segundo a Interpol, a análise levou à emissão de três pedidos urgentes a um prestador de serviços de ativos virtuais para obter dados de clientes e tentar interromper fluxos financeiros suspeitos. Os investigadores também se reuniram com representantes da indústria de jogos on-line para discutir o uso dessas plataformas em processos de radicalização de jovens e formas de melhorar o compartilhamento de informações com autoridades.

A diretora de Contraterrorismo da Interpol, María Carmen Muñoz González, afirmou que a operação demonstrou o potencial de combinar cooperação policial internacional com ferramentas de análise auxiliadas por inteligência artificial. A Shams II integra o projeto CT TECH+, financiado pelos instrumentos de política externa da União Europeia e apoiado pelo Escritório das Nações Unidas de Contraterrorismo.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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