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Itália reforça presença militar em outra rota vital para o petróleo e comércio ameaçada no Oriente Médio

Atualizado em 19/09/2026 às 10:35 schedule 3 min de leitura visibility 5 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A Itália reforçou sua presença militar no Estreito de Bab el-Mandeb, rota marítima que liga o Golfo de Áden ao Mar Vermelho e, adiante, ao Canal de Suez. A decisão ocorre diante do avanço dos houthis no Iêmen e do aumento das ameaças à navegação no Mar Vermelho.

Por Bab el-Mandeb passa cerca de 7% da produção mundial de petróleo. A rota é especialmente sensível para a Itália: aproximadamente 40% do comércio exterior do país passa pelo Canal de Suez e depende do acesso ao Mar Vermelho pelo estreito.

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Deviem

A pressão sobre essa passagem aumentou com os avanços recentes dos houthis, grupo aliado do Irã no Iêmen, em áreas da costa do Mar Vermelho próximas ao estreito. O fortalecimento do grupo ampliou os temores de novos ataques contra navios comerciais e de uma eventual interrupção do tráfego marítimo.

Nesse cenário, a fragata italiana Carlo Bergamini passou a atuar diretamente na proteção de embarcações comerciais. Nesta sexta-feira (18), o navio de guerra escoltou o cargueiro italiano Jolly Oro, da companhia Ignazio Messina & C., durante sua passagem em direção ao norte por Bab el-Mandeb. Segundo a Marinha italiana, somente essa operação de escolta deverá durar cerca de dois dias. A Bergamini integra a Operação Aspides, missão naval criada pela União Europeia em 2024 para proteger a navegação comercial no Mar Vermelho e áreas próximas.

O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, afirmou que Roma está disposta a ampliar a presença militar caso a segurança da navegação continue se deteriorando. O governo italiano se declarou pronto para enviar uma segunda fragata à região e pediu que outros países da União Europeia também disponibilizem navios para reforçar a operação. Crosetto disse que a Itália não pretende ficar esperando uma resposta mais ampla do bloco caso seus navios comerciais sejam ameaçados, e alertou que uma interrupção prolongada de Bab el-Mandeb teria consequências diretas para a economia europeia, com aumento dos custos de transporte, atrasos nas entregas e encarecimento de produtos. Navios obrigados a evitar o Mar Vermelho precisam contornar a África pelo Cabo da Boa Esperança, aumentando a distância e o tempo das viagens entre Ásia e Europa.

A nova preocupação com Bab el-Mandeb ocorre no momento em que o Estreito de Ormuz também registra forte queda na circulação de embarcações. Segundo o texto, o Irã está bloqueando a navegação livre pelo Ormuz, principal porta de saída do Golfo Pérsico, por onde escoam grandes volumes de energia produzidos por países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar e o próprio Irã. A pressão simultânea sobre os dois estreitos amplia o risco para o comércio de energia, pois atinge a saída do petróleo e do gás do Golfo Pérsico e uma das principais rotas usadas para levar cargas do Oriente Médio e da Ásia em direção ao Mediterrâneo e à Europa.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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