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Bispo Robert Barron reforça dever de evangelizar e explica atuação no governo

Por Ivan Marra
Atualizado em 19/09/2026 às 10:20 schedule 3 min de leitura visibility 43 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O bispo Robert Barron, da Diocese de Winona-Rochester, concedeu entrevista à rede EWTN em 18 de setembro de 2026 na qual defendeu o dever da Igreja de pregar o Evangelho, esclareceu sua nomeação para uma comissão de liberdade religiosa nos Estados Unidos e rejeitou rótulos políticos, reafirmando sua independência em relação a governos.

Sobre a diferença entre evangelizar e fazer proselitismo, Barron afirmou que a Igreja deve abandonar o termo proselitismo por causa de suas interpretações variadas e negativas. Ele citou uma conversa com o Papa Francisco, na qual o pontífice definiu o conceito como uma "evangelização desagradável", marcada por postura invasiva ou intimidadora. Para o bispo, anunciar Jesus deve ser um ato amigável e não ameaçador. Ele ressaltou que, embora tolerância e respeito sejam fundamentais no diálogo com outras crenças, a proclamação da verdade cristã é inegociável e deve ser feita com amor, sem transformar a fé em um debate vazio.

Barron rebateu críticas sobre sua nomeação para a Comissão de Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), negando que isso signifique apoio político partidário. Explicou que atua como conselheiro técnico para ajudar na formulação de políticas públicas sobre o tema, e não como membro do governo. O bispo comparou sua função à de outros líderes religiosos históricos que serviram em diferentes gestões e garantiu que aceitaria o mesmo convite se viesse de Joe Biden, pois entende que o papel da Igreja é estar à mesa para garantir o direito fundamental de crença para todos.

O bispo demonstrou preocupação com o cenário internacional, especialmente com o ativista Jimmy Lai, preso em Hong Kong. Prometeu levar o caso à comissão de liberdade religiosa, classificando o tratamento dado ao magnata como ultrajante. Sobre a diplomacia do Vaticano com Pequim, Barron evitou criticar diretamente os acordos atuais, mas declarou-se seguidor do modelo de João Paulo II. Para ele, a forma como o antigo papa lidou com regimes comunistas, mantendo firmeza espiritual e moral contra a opressão, continua sendo a referência correta para enfrentar governos autoritários.

Em uma reflexão teológica, Barron explicou que, embora a empatia seja positiva, ela não deve ocupar o topo da hierarquia de valores cristãos. Argumentou que o amor, definido por São Tomás de Aquino como "querer o bem do outro", é a virtude superior. Para o bispo, a empatia se limita a sentir o que o outro sente, o que pode impedir alguém de dizer a verdade por medo de ferir sentimentos. O amor verdadeiro, por outro lado, exige coragem para buscar o que é correto e bom para a outra pessoa, mesmo que isso cause um desconforto momentâneo, já que "Deus é amor" e não apenas empatia.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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