Governo negocia novo empréstimo bilionário para Correios e deixa conta ao próximo presidente
O governo negocia um empréstimo de R$ 7 bilhões para reforçar o caixa dos Correios, que atravessam grave crise financeira. A operação, com um consórcio de bancos internacionais, deve aliviar a situação da estatal no curto prazo, mas parte da conta ficará para o próximo governo.
Segundo o Valor Econômico, as negociações com as instituições financeiras estrangeiras estão em andamento e o desembolso está previsto em duas parcelas, uma neste ano e outra no próximo. Para manter as operações no curto prazo, a estatal precisará usar recursos próprios. As demonstrações contábeis do segundo trimestre mostram disponibilidade de R$ 4,9 bilhões em caixa e aplicações financeiras.
Os Correios não pagam dividendos à União há quatro anos e acumularam prejuízo de R$ 2,39 bilhões no segundo trimestre de 2026 e de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre. A última transferência do tipo ocorreu em maio de 2022, quando a empresa destinou R$ 310,8 milhões ao Tesouro Nacional. Entre as medidas em andamento estão o fechamento de até mil agências deficitárias, vendas de imóveis e programas de demissão voluntária.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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