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Qualquer resultado da sessão histórica no STF favorecerá a direita nas eleições de 2026

Por Ivan Marra
Atualizado em 14/09/2026 às 21:35 schedule 3 min de leitura visibility 33 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal marcada para esta terça-feira (15), que decidirá sobre a abertura inédita de investigação contra um de seus próprios integrantes, o ministro Alexandre de Moraes, criou um paradoxo político pouco comum. De acordo com a análise publicada pelo colunista Sílvio Ribas, no portal Gazeta do Povo, qualquer que seja o desfecho do julgamento, o cenário tende a favorecer a direita nas eleições de 2026.

O texto aponta que ministros aliados de Moraes buscam uma saída interna para a crise, por meio de nulidades, medidas protelatórias e da tentativa de estabelecer uma equivalência entre o suspeito e o colega denunciante, André Mendonça. Diante desse quadro, analistas ouvidos na coluna enxergam dois desfechos possíveis, ambos potencialmente negativos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para a esquerda. A razão estaria na associação política construída entre o governo, o STF e Moraes, o que permitiria à direita explorar eleitoralmente tanto uma eventual blindagem quanto uma punição do ministro.

Segundo a análise, se Moraes for poupado da investigação, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) deve denunciar o que chamaria de manobra de ministros em causa própria, impulsionando a revolta de seus atuais e potenciais votantes. Caso contrário, a investigação do ministro daria às acusações da direita um respaldo vindo do próprio STF. A campanha de Flávio já teria transformado Moraes em personagem da eleição, e o candidato afirmou, no Sete de Setembro, que "quem vota em Lula vota em Moraes".

O texto destaca ainda que a eleição de senadores comprometidos com o impeachment de ministros do STF, bandeira da direita, tende a ganhar impulso com o noticiário. Para especialistas citados na coluna, pequenos deslocamentos de eleitores insatisfeitos e o avanço do voto útil da direita podem ter dimensão decisiva nessa reta final. A intervenção do presidente do STF, Edson Fachin, que assumiu a relatoria do caso e centralizou processos do Master e do INSS, enfraquecendo Mendonça, ampliaria a sensibilidade dessa leitura.

Conforme a análise, o impacto da sessão não dependerá apenas do conteúdo jurídico da decisão, mas sobretudo de como ela será traduzida na campanha dos dois principais candidatos à Presidência. A pergunta política que deve prevalecer, segundo o colunista, será mais simples do que as minúcias regimentais: diante das suspeitas reveladas, a Suprema Corte investigou um de seus integrantes ou o protegeu? O texto ressalta que investigações ligadas ao caso Dark Horse também alcançam Flávio Bolsonaro, enquanto decisões do ministro Flávio Dino favorecem o avanço e o compartilhamento de dados no caso.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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