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Aliados de Alexandre de Moraes buscam estratégias para evitar julgamento no STF

Por Ivan Marra
Atualizado em 14/09/2026 às 20:50 schedule 3 min de leitura visibility 22 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Supremo Tribunal Federal (STF) vive um dia de articulação interna às vésperas do julgamento que decidirá se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por supostas ligações com um ex-banqueiro. A sessão está marcada para esta terça-feira no plenário, mas movimentos de bastidores tentam adiar ou modificar a votação, segundo informações apuradas pela equipe de reportagem da Gazeta do Povo.

Entre as estratégias em discussão está o pedido de vista, direito que cada ministro tem de pausar uma votação para analisar melhor o processo. Neste caso, ele pode funcionar como instrumento de adiamento. A justificativa ganhou força após a Polícia Federal entregar dados brutos de um celular apreendido apenas na véspera da sessão. O volume de novos documentos permite que aliados do ministro argumentem que não houve tempo suficiente para leitura cuidadosa, suspendendo a decisão por tempo indeterminado.

Outro movimento questiona a participação dos ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux na votação. Aliados de Moraes citam possíveis ligações de parentes desses magistrados com pessoas ligadas ao Banco Master, o que poderia gerar suspeição — termo jurídico usado quando se acredita que um juiz não é neutro o suficiente para julgar. Se eles forem retirados da sessão, o equilíbrio de votos muda. Críticos apontam que nomes como Gilmar Mendes e Dias Toffoli também poderiam ser barrados pelos mesmos motivos, tornando o cenário imprevisível.

Também entrou no radar da Corte a possibilidade de deliberação a portas fechadas, sem a tradicional transmissão pela TV Justiça. O objetivo oficial seria reduzir o desgaste da imagem do tribunal diante de um caso polêmico e inédito. Analistas apontam, porém, que o sigilo poderia ser usado como ferramenta de pressão política interna. Até o momento, o presidente Edson Fachin mantém a previsão de sessão aberta.

A disputa em torno da unificação dos processos envolvendo Moraes e o ministro André Mendonça também marca a crise. A ala que apoia Moraes tentou reunir em um único julgamento as acusações contra ele e as que envolvem Mendonça, mas o presidente do STF decidiu mantê-los em datas separadas. Moraes critica a forma como Mendonça conduziu investigações anteriores, alegando abuso de autoridade; Mendonça defende que agiu dentro da lei. A divisão é crucial porque o regimento da Corte não é claro sobre como julgar seus próprios membros em etapas investigativas.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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