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A nova ofensiva de Eduardo Bolsonaro em Washington por sanções contra autoridades brasileiras

Por Ivan Marra
Atualizado em 18/09/2026 às 07:15 schedule 3 min de leitura visibility 38 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro estiveram em Washington nesta semana em uma ofensiva para pressionar o governo americano a impor novas sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação ocorre a 17 dias da eleição presidencial de 4 de outubro e em meio à crise na Corte.

Na quarta (16/9) e quinta-feira (17/9), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro — filho do ex-presidente e irmão do senador e candidato presidencial Flávio Bolsonaro — e o empresário Paulo Figueiredo participaram de reuniões com integrantes da Casa Branca e do Departamento de Estado. O objetivo é que o governo de Donald Trump retome as sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e estenda as medidas a Flávio Dino e Gilmar Mendes.

Em julho do ano passado, Moraes foi alvo de sanções financeiras dos EUA com base na Lei Global Magnitsky, que pune estrangeiros por graves violações de direitos humanos e práticas de corrupção. Sua mulher, Viviane Barci de Moraes, também foi sancionada. Em dezembro, após negociação entre Lula e Trump, ambos foram retirados da lista.

Nas reuniões desta semana, Eduardo Bolsonaro discutiu com representantes do Departamento de Estado o julgamento no STF que analisa se Moraes deve ou não ser investigado por sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A sessão de terça-feira (15/9) foi marcada por divergências entre os ministros e terminou sem definição, sendo suspensa após pedido de vista de Dino.

Antes de reunião nesta quinta, Eduardo Bolsonaro afirmou a jornalistas que iria "trazer a realidade" do que acontece no Brasil e sugeriu que o STF poderia não reconhecer uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro — apesar de a Corte não ter emitido manifestação nesse sentido. Ele também indicou que se considera um "dissidente", ao comentar documento do ano passado no qual o governo Trump pedia que as autoridades brasileiras permitissem a participação de "dissidentes políticos" nas eleições de 2026, revelado nesta quinta pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Além da crise no STF, os encontros trataram do combate ao crime organizado. Na quarta-feira, o Departamento de Estado divulgou relatório assinado por Trump no qual o governo brasileiro é acusado de "falhar" no combate às facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). O documento engloba o combate a cartéis de drogas no contexto global, sem ser específico sobre o Brasil. Em maio deste ano, os EUA anunciaram que passariam a classificar o PCC e o CV como organizações terroristas.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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