Ucrânia: preocupação na Europa com o ataque russo na fronteira com a Polônia
Varsóvia condenou a escalada russa e manifestou temor de que ataques atinjam território polonês, depois que um drone russo atingiu um trem de passageiros no domingo, a apenas dois quilômetros da fronteira com a Polônia. A composição levava 206 pessoas a bordo. Não houve vítimas, mas o incidente provocou transtornos e medo também entre os ocupantes do trem seguinte, no qual viajavam diplomatas, conselheiros e funcionários europeus que retornavam de uma conferência sobre segurança em Kiev.
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, convocou uma reunião de emergência logo após o incidente e afirmou que "as ações de Moscou vão se intensificar". O ataque à rede ferroviária ucraniana ocorreu bem perto da fronteira polonesa, o que ampliou a preocupação na Europa.
As autoridades ucranianas denunciaram o episódio à OTAN e à União Europeia, afirmando que "o terrorismo de Putin bate diretamente à sua porta". O Ministério da Defesa de Moscou, por sua vez, declarou que os bombardeios atingem "infraestruturas ferroviárias que garantem o transporte de cargas militares provenientes de países europeus".
Na madrugada de segunda-feira, as forças ucranianas atacaram com drones a cidade russa de Sochi, provocando incêndios e explosões na área urbana e a consequente ativação dos sistemas de defesa aérea da Rússia.
Enquanto isso, o Canadá trabalha com Bruxelas para aderir ao empréstimo europeu de 90 bilhões de euros em favor da Ucrânia. O presidente dos Estados Unidos, Trump, pediu ao seu homólogo ucraniano, Zelensky, que não ataque as refinarias de diesel da Rússia, para evitar consequências negativas para a economia estadunidense e mundial. O Kremlin espera a retomada das negociações tripartites com Kiev e Washington e se mostra aberto a uma possível mediação para a paz proposta pela China e pela Índia à margem da reunião do BRICS em Nova Délhi.
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