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Uber é condenada a pagar R$ 205 milhões à família de jovem que morreu na Califórnia depois de motorista a abandonar na rodovia

Por Ivan Marra
Atualizado em 19/09/2026 às 14:36 schedule 3 min de leitura visibility 34 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A Uber foi condenada a pagar R$ 205,6 milhões à família de Emily Normandin-Parker, uma mulher de 23 anos que morreu após ser atropelada em uma rodovia da Califórnia, nos Estados Unidos. O caso ocorreu em 12 de agosto de 2023, quando ela voltava para casa acompanhada de uma amiga.

Segundo documentos judiciais, as duas haviam chamado um carro pelo aplicativo. Durante o trajeto, a amiga de Normandin-Parker passou mal e vomitou dentro do veículo. De acordo com os pais da jovem, o motorista encostou na estrada e obrigou as duas mulheres, que estavam embriagadas, a descer. Após saírem do carro, Normandin-Parker foi atropelada por outro veículo e morreu.

Os advogados da família afirmaram que o motorista, identificado como Vu Tran, não prestou socorro nem ligou para o 911 depois de deixar as jovens na rodovia. Em vez disso, segundo o escritório que representa a família, ele parou para ligar para a Uber e exigir que fosse cobrada de Normandin-Parker uma taxa de limpeza. O juiz Richard Stone afirmou que Tran demonstrou "muito mais preocupação com seu carro novo do que com suas passageiras" e que poderia ter pegado uma saída para deixá-las em um local seguro. O magistrado escreveu ainda que o motorista parou em um ponto de bifurcação "inseguro e ilegal".

A Uber argumentou que o motorista era um contratado independente e que a empresa não era responsável por suas ações. A companhia manifestou desacordo com a decisão do árbitro de responsabilizá-la legalmente pelo ocorrido e afirmou que reforça sua abordagem de segurança com novas tecnologias, políticas e medidas de proteção, incluindo diretrizes para que motoristas evitem deixar passageiros em locais inseguros. A condenação foi determinada após um processo de arbitragem de cinco dias, conduzido por um juiz aposentado, segundo o escritório de advocacia Panish, Shea, Ravipudi, que representou a família.

Os pais de Normandin-Parker, formada pela Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), declararam que a filha tomou a decisão responsável de não dirigir e confiou que a Uber a levaria para casa em segurança. "Essa confiança custou a vida de nossa filha", afirmaram. De acordo com o escritório de advocacia, a Uber havia proposto inicialmente um acordo no valor de R$ 50 milhões aos pais, com a exigência de que não falassem sobre o incidente, oferta que foi recusada. Ainda segundo o comunicado, Tran não trabalha mais como motorista da Uber e teria realizado quase 6 mil viagens, com avaliação de 4,9, sem histórico de incidentes relacionados a paradas perigosas em rodovias ou ferimentos em passageiros.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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