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Trump diz que EUA podem permanecer no Irã e ficar com petróleo após guerra

Atualizado em 15/09/2026 às 11:35 schedule 3 min de leitura visibility 11 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças americanas poderão permanecer no Irã mesmo depois do fim da guerra e levantou a possibilidade de Washington controlar o petróleo do país. A declaração foi feita neste domingo (13), durante uma passagem pela Irlanda, ao responder sobre a situação no Oriente Médio e os esforços para encerrar o conflito.

Ao explicar a ideia, Trump comparou uma eventual presença americana em território iraniano ao acordo fechado recentemente com a Venezuela. "Nós acabaremos saindo [do Irã], a menos que decidamos ficar e manter o petróleo, como na Venezuela", declarou. O republicano, no entanto, não apresentou um plano para ocupar os campos de petróleo iranianos nem explicou de que forma os Estados Unidos poderiam explorar as reservas do país depois da guerra.

A referência à Venezuela remete ao acordo anunciado pelo próprio Trump no fim de agosto. Washington fechou uma parceria com o regime chavista que prevê controle majoritário americano sobre 17 campos de petróleo venezuelanos, com reservas estimadas pelo presidente em mais de 65 bilhões de barris. O entendimento prevê exploração por 25 anos e investimentos para recuperar uma indústria que perdeu grande parte de sua capacidade de produção nas últimas décadas. Na ocasião, a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o país continuará sendo proprietário de seus recursos naturais, apesar da participação americana nos projetos. Segundo Trump, as receitas obtidas pelos Estados Unidos com a operação venezuelana já compensaram várias vezes os custos da atuação militar americana no país sul-americano.

A declaração ocorre em um momento em que o petróleo voltou ao centro da guerra contra o regime islâmico do Irã. O Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula uma parcela relevante do petróleo comercializado mundialmente, tornou-se um dos principais pontos de tensão entre Washington e Teerã nas últimas semanas. Em junho, os dois países chegaram a anunciar um acordo que previa a reabertura completa da passagem marítima, mas o entendimento não encerrou as tensões. Em julho, voltaram a trocar ataques e o regime iraniano anunciou novamente restrições à navegação pelo estreito.

Trump afirmou esperar que a guerra termine ainda neste ano, embora admita que um acordo possa ficar para depois das eleições legislativas americanas de novembro. O presidente disse que aceitará apenas um entendimento que considere vantajoso para os Estados Unidos e relacionou o fim do conflito à redução dos custos de energia no país. Segundo ele, quando a guerra terminar, os preços da gasolina deverão "cair como uma pedra".

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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