Kremlin diz que Polônia deixará de existir caso ataque a Rússia
O assessor presidencial russo Nikolai Patrushev afirmou nesta terça-feira (15) que a Polônia deixaria de existir “em dois ou três dias” caso atacasse a Rússia. As declarações foram dadas em entrevista ao jornal Argumenty i Fakty e reproduzidas pela agência estatal Tass.
Segundo Patrushev, a fala responde a comentários do ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, que havia dito que Varsóvia tem superioridade aérea em relação a Moscou. “Ao afirmar que a Polônia detém superioridade militar sobre a Rússia, Sikorski não percebe que, em caso de hostilidades contra Moscou, o governo de Varsóvia desapareceria em dois ou três dias”, declarou o assessor.
Patrushev também classificou como “claramente amadora” a avaliação do chanceler polonês sobre o poderio militar russo e disse que ele “se recusa a compreender que as forças armadas russas não estão utilizando todo o seu potencial durante a operação militar especial” — termo usado pelo Kremlin para se referir à guerra na Ucrânia.
As declarações ocorrem após ataques com drones da Rússia no fim de semana no oeste ucraniano, perto da fronteira com a Polônia, que geraram reação de Varsóvia. A estatal ferroviária ucraniana Ukrzaliznytsia informou que um ataque russo a um trem de passageiros na estação de Yahodyn, próxima à fronteira polonesa, “muito provavelmente” visava uma composição que levava os ex-primeiros-ministros britânico Boris Johnson e sueco Carl Bildt, que haviam participado de um evento em Kiev. O trem com os políticos havia partido minutos antes do ataque; a composição atingida havia sido evacuada e ninguém ficou ferido.
Nesta terça-feira, o Kremlin evitou confirmar que aceitou uma trégua nos ataques a infraestruturas de energia da Ucrânia, limitando-se a descrever como “muito boa” a ideia do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na segunda-feira (14), o mandatário americano havia afirmado na rede Truth Social que os dois lados haviam concordado com a trégua energética, mas Kiev e Moscou não confirmaram a informação. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que as forças ucranianas só vão aderir à medida se a Rússia fizer o mesmo. Na noite de segunda para terça-feira, os ataques a refinarias e outras infraestruturas de energia continuaram.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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