Deputada Júlia Zanatta relata tentativa frustrada de acesso ao STF
A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) tentou acompanhar nesta terça-feira (15) a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que pode definir os próximos passos sobre as suspeitas envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, mas não obteve autorização para entrar no plenário. Segundo ela, o pedido foi encaminhado ao cerimonial da Corte. A deputada afirmou que outros parlamentares, como Adriana Ventura (Novo-SP), também buscaram autorização sem sucesso.
Em entrevista próxima às grades do prédio do STF, Zanatta disse que compareceu "como povo" porque não pôde participar como autoridade. Ela afirmou esperar que a sessão inicie "o resgate da Justiça brasileira", defendeu o fim do sigilo do Inquérito das Fake News e questionou a relação de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Para a deputada, eventuais relações entre autoridades do Judiciário e empresários comprometem a percepção de imparcialidade da Justiça. "Quando a Justiça falha, toda a democracia falha", declarou.
Zanatta também criticou a manifestação da defesa de Moraes e ministros que, em sua avaliação, dão sustentação a ele, como Gilmar Mendes e Flávio Dino. A parlamentar defendeu mudanças institucionais que não dependam apenas das eleições e afirmou que ministros do STF não deveriam ser tratados como autoridades "intocáveis", devendo estar sujeitos aos mesmos mecanismos de responsabilização aplicados aos demais cidadãos.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar