Quaest aponta recorde de desconfiança no STF desde 2022
Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) aponta que 56% dos entrevistados não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF). O índice subiu dez pontos percentuais em um mês e alcançou o maior patamar desde dezembro de 2022. Outros 30% dizem confiar pouco na Corte, e apenas 9% afirmam confiar muito. Em agosto, 46% declaravam não confiar no STF, 33% confiavam pouco e 18% confiavam muito.
A queda de confiança aparece em todos os grupos do eleitorado. Entre os independentes, 65% afirmam não confiar no STF, ante 50% em agosto. Entre apoiadores do presidente Lula, 30% dizem não confiar na Corte, contra 27% na pesquisa anterior, e o grupo que declara muita confiança caiu de 41% para 23%. Já entre os que apoiam Flávio Bolsonaro, 69% não confiam no STF, percentual que era de 73% em agosto.
O levantamento foi feito após a divulgação de mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, que mostraram proximidade entre o ex-banqueiro e o ministro Alexandre de Moraes. Na sequência, o ministro André Mendonça retirou o sigilo e liberou para julgamento no plenário o relatório da Polícia Federal com as mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro. Para 46% dos entrevistados, o caso afeta negativamente todos os Poderes; 17% apontam o STF como principal atingido. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais e registro no TSE sob o nº BR-03607/2026.
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