Última Hora
• Leão XIV parte sexta-feira para a América do Sul: "conto com as orações de vocês" • Enem 2026: MEC garante segurança da prova e mantém regras da redação • Leão XIV aos fiéis de língua portuguesa: na política, trabalhar pelo bem comum • A Universidade Católica que receberá o Papa Leão no sábado, dia 07 • Chuvas fortes atingem quatro regiões nesta quarta e quinta-feira • Senado aprova PEC da Segurança Pública sem redução da maioridade penal • PF inaugura laboratório para combater garimpo ilegal na Amazônia • Medina vence etapa nas Filipinas e assume vice-liderança da WSL • Leão XIV parte sexta-feira para a América do Sul: "conto com as orações de vocês" • Enem 2026: MEC garante segurança da prova e mantém regras da redação • Leão XIV aos fiéis de língua portuguesa: na política, trabalhar pelo bem comum • A Universidade Católica que receberá o Papa Leão no sábado, dia 07 • Chuvas fortes atingem quatro regiões nesta quarta e quinta-feira • Senado aprova PEC da Segurança Pública sem redução da maioridade penal • PF inaugura laboratório para combater garimpo ilegal na Amazônia • Medina vence etapa nas Filipinas e assume vice-liderança da WSL
Ver Todas
Voltar para Ciência

Guerra no espaço? Confirmação de que EUA têm armas em órbita acirra disputa com China e Rússia

Por Ivan Marra
Atualizado em 20/09/2026 às 07:50 schedule 3 min de leitura visibility 36 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

A confirmação dos Estados Unidos de que mantêm armas em órbita pode acirrar a disputa com a China e a Rússia no espaço, segundo especialistas ouvidos sobre o tema. Na segunda-feira (14), o secretário da Força Aérea dos EUA, Troy Meink, afirmou em um evento que os americanos possuem "armas de controle espacial em órbita capazes de defender a Força Conjunta contra ações hostis de adversários".

Para Craig Albert, diretor do programa de mestrado em estudos de inteligência e segurança da Universidade de Augusta, o fato de Washington não ter detalhado quais armas mantém no espaço pode alimentar uma corrida armamentista. "Na ausência de informações completas, concorrentes podem presumir que os sistemas ameaçam seus próprios ativos espaciais e investir em capacidades antiespaciais ou em armas comparáveis", disse ele à agência Reuters.

Carlos Frederico Coelho, professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), avalia que a lógica é de dissuasão. "Diante de uma assimetria de informação, os adversários vão presumir o pior — e adversários aí, principalmente China e Rússia", afirmou à Gazeta do Povo. Ele lembra que os dois países testam armas antissatélite há algum tempo e que o Tratado do Espaço Exterior, da década de 1960, só proíbe armas de destruição em massa em órbita, não armas convencionais. "Era uma corrida que já existia: o que mudou foi o comunicado, a franqueza", disse.

Um relatório da Força Espacial americana, atualizado em julho, apontou que a China desenvolve capacidades contraespaciais e que o Exército de Libertação Popular pretende implantar armas antissatélite capazes de alcançar a órbita geoestacionária, a 36 mil km de altitude. Sobre a Rússia, o documento afirma que o país "encara o espaço como um domínio de combate" e implantou prováveis protótipos de armas orbitais na órbita terrestre baixa entre 2017 e 2025, além de desenvolver um satélite projetado para transportar uma arma nuclear.

Pequim e Moscou reagiram com indignação à confirmação americana. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Guo Jiakun, condenou o que chamou de "corrida armamentista" espacial e pediu que os EUA parem de se preparar para a guerra no espaço. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, disse que a Rússia acredita que o espaço deve estar livre de qualquer arma. Para Coelho, o cenário mais provável não é um conflito declarado em órbita, mas uma crise na Terra com potencial ataque a um satélite adversário. "Uma guerra em órbita não fica em órbita: os efeitos são sentidos na Terra", alertou.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Ciência Astronauta e a Terra O astronauta da CSA (Agência Espacial Canadense) e engenheiro de voo da Expedição 75, Joshua Kutryk, aparece… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra