Família acusa polícia de levar à morte suspeito de empurrar mulher na frente de ônibus em 2017 em Londres
As irmãs de Nicholas Brandram, apontado pela Polícia Metropolitana de Londres como suspeito de ter empurrado uma mulher na frente de um ônibus em movimento na ponte de Putney, no oeste da capital britânica, em 2017, afirmaram à BBC que ele era inocente e acusaram a corporação de ter sido "negligente e imprudente" na condução da investigação. Brandram foi encontrado morto na noite de terça-feira (16/09), e a família declarou que ele "tirou a própria vida após meses de imensa pressão" provocada pela apuração policial.
As imagens de uma câmera de segurança de maio de 2017 mostram um homem correndo na ponte de Putney. Ao passar por uma mulher, ele a empurra em direção à rua. Ela cai na via, em frente a um ônibus, que desvia e evita por pouco o atropelamento. Desde então, a polícia tentava identificar o responsável, que ficou conhecido como o "empurrador de Putney".
Em entrevista à BBC, as irmãs Alexia Hicks e Sophie Voelcker apresentaram uma lista de razões pelas quais acreditam que o irmão não poderia ser o autor do ataque. Segundo elas, a identidade dele não correspondia ao perfil do suspeito, já que Brandram tinha uma perna atrofiada em razão de um antigo ferimento no Exército e uma tatuagem militar proeminente no antebraço. A vítima relatou que o agressor tinha olhos castanhos, enquanto Brandram tinha olhos azuis.
As irmãs afirmaram ainda que ele morava em Notting Hill, não tinha nenhuma ligação com Putney e possuía provas que sugeriam que estava em seu escritório na Bond Street no momento do ataque. Ele forneceu voluntariamente uma amostra de DNA à Polícia Metropolitana para acelerar a investigação, mas nunca recebeu os resultados, apesar de ter pedido que fossem agilizados. Brandram foi detido pela polícia em junho deste ano; segundo as irmãs, a saúde mental dele se deteriorou após a prisão, e o nome dele vazou nas redes sociais poucos dias depois, dando início a uma onda de ódio online.
Em nota, a Polícia Metropolitana disse reconhecer a "tensão que ser alvo de uma investigação policial" pode causar e informou que uma denúncia foi feita ao órgão de fiscalização policial. A corporação afirmou que a investigação sobre o incidente de 2017 continua em andamento e que não tem mais comentários a fazer sobre as declarações das irmãs.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Palavras-Chave
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar