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Quem foi Anne Frank e 9 curiosidades sobre o diário mais famoso do mundo, que agora é objeto de polêmica no Brasil

Atualizado em 18/09/2026 às 15:05 schedule 3 min de leitura visibility 6 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O Diário de Anne Frank, um dos livros mais conhecidos sobre o Holocausto, voltou ao centro de um debate no Brasil depois que uma influenciadora classificou a obra como "vitimista" durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Em vídeo publicado no TikTok, o perfil @JovemLiaa abordou uma visitante do evento e pediu que ela apontasse suas leituras favoritas e as que mais a haviam decepcionado. Ao citar o diário como sua pior leitura e justificar a escolha com a palavra "vitimista", a entrevista provocou uma onda de reações nas redes sociais.

O Museu do Holocausto e a Federação Israelita divulgaram notas de repúdio à declaração. As duas instituições ressaltaram que o diário precisa ser compreendido dentro do contexto em que foi escrito: o relato de uma adolescente judia que viveu escondida durante a perseguição nazista na Holanda. As entidades afirmaram ainda que narrar o próprio sofrimento não define uma pessoa apenas pela condição de vítima e destacaram a dimensão histórica do texto, escrito durante um dos períodos mais violentos do século 20.

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Deviem

Annelies Marie Frank nasceu em Frankfurt, na Alemanha, em 12 de junho de 1929. Filha de Otto e Edith Frank, tinha uma irmã, Margot, três anos mais velha. A família era judia e deixou a Alemanha em 1933, após a ascensão do Partido Nazista e a chegada de Adolf Hitler ao poder. Os Frank se mudaram para Amsterdã, na Holanda, onde Anne passou a frequentar a escola, aprendeu holandês e fez novos amigos. Em 10 de maio de 1940, a Alemanha invadiu a Holanda, e a ocupação foi acompanhada por medidas antissemitas que restringiam a vida dos judeus. Em julho de 1942, Margot recebeu uma convocação para se apresentar a um campo de trabalhos forçados, e a família decidiu se esconder. Anne tinha 13 anos.

O esconderijo ficava nos fundos do prédio onde funcionavam os negócios de Otto Frank, no número 263 da Prinsengracht, em Amsterdã, com entrada atrás de uma estante construída para ocultar o acesso. O local, que Anne chamava de "anexo secreto", tinha cerca de 120 metros quadrados e abrigou oito pessoas: os quatro integrantes da família Frank, Hermann e Auguste van Pels e o filho deles, Peter, além do dentista Fritz Pfeffer. Durante o dia, os moradores precisavam evitar qualquer ruído que pudesse revelar sua presença. Quatro funcionários de confiança de Otto — Miep Gies, Johannes Kleiman, Victor Kugler e Bep Voskuijl — ajudavam a levar comida, roupas e outros suprimentos.

No dia 12 de junho de 1942, ao completar 13 anos, Anne ganhou de Otto um livro de autógrafos de capa de pano xadrez e decidiu transformá-lo em diário. Ela escrevia sobre as brigas entre os moradores, sua relação com os pais e a irmã, amizades, mudanças em seu corpo, sexualidade, sentimentos por Peter, livros, natureza e seus sonhos para o futuro. Queria se tornar escritora ou jornalista. A última anotação é de 1º de agosto de 1944. Três dias depois, a Gestapo invadiu o esconderijo e prendeu os oito moradores. Otto Frank foi o único a sobreviver à guerra e recebeu os textos de Anne. O diário teve quatro versões principais, identificadas pelas letras A, B, C e D, e a chamada "edição definitiva" tem mais de 700 páginas.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Sobre o autor

Por Ivan Marra

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