“Babaquice de fazer superávit”: o que a esquerda propõe para as contas públicas
Às vésperas da eleição presidencial, os candidatos de esquerda apresentam propostas distintas para as contas públicas, mas compartilham a resistência a um ajuste baseado no corte de gastos e a defesa de mais espaço para o Estado gastar. Em comício em Curitiba, Lula afirmou que, para o governo investir, é preciso "parar com essa babaquice de fazer superávit, fazer superávit, ter controle fiscal". O coordenador do programa de governo de sua campanha, José Sérgio Gabrielli, disse que não existe crise fiscal e classificou a tese como "fake news".
Partidos mais à esquerda — PCO, PSTU, PCB e UP — defendem o calote no pagamento da dívida pública. A UP, de Samara Martins, quer a suspensão imediata de juros e amortizações; o PCB, de Edmilson Costa, propõe reestruturar a dívida interna e criar comissão para investigar sua origem. As quatro legendas classificam o quadro fiscal como um modelo que drena recursos públicos para o sistema financeiro e pretendem revogar travas orçamentárias.
As declarações ocorrem em meio à deterioração das contas. A dívida bruta do governo geral atingiu 82,5% do PIB em julho, o maior nível desde abril de 2021, segundo o Banco Central. O déficit primário acumulado em 12 meses chegou a 0,67% do PIB até junho.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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