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Como foi o papel de cada ministro em sessão tensa e inédita no STF

Por Ivan Marra
Atualizado em 16/09/2026 às 14:20 schedule 3 min de leitura visibility 37 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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A sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira, que começou a analisar os desdobramentos do escândalo do Banco Master na Corte, foi marcada por discursos em defesa da união, bate-bocas e posições divergentes sobre como conduzir o caso que implica o ministro Alexandre de Moraes. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que tem prazo de 90 dias corridos para devolver o processo.

Moraes, que na véspera havia enviado ao STF uma manifestação negando irregularidades, confirmou que votaria no julgamento sobre ele mesmo. Defendeu que seu caso e o de André Mendonça sejam analisados em conjunto e refutou a possibilidade de investigação contra si, argumentando não haver pedido das autoridades competentes. Ele protagonizou um dos momentos mais tensos ao acusar o colega: "Quem tem medo da Polícia Federal?", perguntou. Mendonça respondeu que não se tratava de medo, e Moraes retrucou que não estava perguntando a ele. Mendonça, que votou contra a unificação das petições, afirmou que os casos são diferentes e mencionou um "relatório ilegal" e uma "PF paralela".

Cármen Lúcia, última a votar e também contrária à unificação, disse estar "triste" com o cenário e pediu desculpas por não ter ajudado a acalmar os ânimos. "O povo brasileiro deveria estar ocupado com a eleição geral", afirmou, acrescentando que houve uma "espetacularização" dos casos que prejudica o país. Cristiano Zanin, em participação mais contida, votou pela unificação e argumentou que analisar uma investigação contra Moraes sem antes avaliar a suspeição de Mendonça seria uma "inversão lógica". Ele destacou ainda que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não pediu investigação formal contra Moraes.

Dias Toffoli declarou-se impedido de participar, alegando questão de foro íntimo, e afirmou que acompanharia o julgamento, podendo fazer uso da palavra se necessário. Kassio Nunes Marques também se declarou impedido. O STF conta atualmente com 10 ministros, já que a 11ª cadeira está vaga. Até o momento, há quatro votos contrários à junção das petições e três favoráveis, com o voto de Dino pendente de computação devido ao pedido de vista.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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