Câncer: estudo alerta para riscos de melanoma fora da pele
Nem todo melanoma está relacionado ao câncer de pele. A Fundação do Câncer esclarece que a doença, embora mais conhecida na forma cutânea, também pode surgir nas células produtoras de melanina (melanócitos) em estruturas fora da pele, como o olho, em mucosas como as da cavidade oral e em órgãos internos dos sistemas genital e digestório.
Segundo a fundação, esse tipo de neoplasia maligna é menos frequente, porém mais agressivo e letal, porque tem maior possibilidade de provocar metástase e se espalhar para tecidos e órgãos vizinhos. A 12ª edição do boletim Análises e Tendências em Câncer, intitulada Melanoma: nem sempre na pele, destaca que conhecer esse tipo de câncer é o primeiro passo para enfrentá-lo. Os dados da publicação vêm da plataforma info.oncollect, que reúne registros hospitalares de oncologia.
O estudo aponta que o enfrentamento do melanoma de pele e extrapele no Brasil exige prevenção, diagnóstico precoce, qualificação dos registros, acesso oportuno ao tratamento e articulação entre atenção básica, dermatologia, oftalmologia, oncologia e demais especialidades. De acordo com o consultor médico da Fundação do Câncer e coordenador do estudo, Alfredo Scaff, o câncer tem cura quando diagnosticado e tratado precocemente.
Esta matéria foi publicada primeiro em Saúde · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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