Caiado diz que eleitor não tem como pedir voto de volta e cobra quebra de sigilo do Master e INSS
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) defendeu que o eleitor tenha acesso às investigações que envolvem o Banco Master e o INSS antes do primeiro turno. Em entrevista ao programa Café com a Gazeta, nesta sexta-feira (18), ele afirmou ter solicitado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra do sigilo de todos os casos relacionados aos dois temas.
“Solicitei ao presidente do STF que quebrasse o sigilo de tudo, tanto do INSS como do Banco Master, para que a sociedade soubesse quem são os envolvidos. Se o eleitor votar no dia 4 de outubro, não terá como pedir o voto de volta se acabar elegendo um corrupto”, declarou. O candidato comparou as relações suspeitas de ministros do STF com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro às surpresas do chocolate Kinder Ovo.
Sobre a composição do STF, Caiado afirmou que, se eleito, deve indicar quatro mulheres para vagas de ministros. Além da cadeira do ministro Luís Roberto Barroso, que deixou a Corte e não foi substituído, estão previstas as aposentadorias de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. O candidato não confirmou os nomes preferidos, mas citou a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge. “Esse é o perfil de uma mulher que tem compatibilidade de ser ministro do Supremo”, disse, ao lembrar que Dodge negou autorização para o inquérito das fake news quando estava à frente da PGR.
O candidato também comentou a falta de apoio de parte dos governadores do PSD à sua candidatura. Ele atribuiu a posição aos interesses políticos de cada estado e afirmou que o apoio dos governadores não define, por si só, o resultado de uma eleição presidencial. “Não quer dizer que você, ao ter apoio de mais governadores ou menos, foi eleito presidente da República, não tem essa vinculação”, disse. Caiado afirmou ainda que a campanha nacional precisa apresentar uma alternativa à polarização.
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