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Brasil cria política para ampliar produção de minerais críticos

Atualizado em 17/09/2026 às 07:35 schedule 3 min de leitura visibility 6 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (16) a lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A norma prevê investimentos de até R$ 7 bilhões por meio de incentivos a projetos de processamento e transformação dos minerais, com o objetivo de estimular a pesquisa, a extração e a transformação desses insumos no país.

A lei cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam), com aporte de R$ 2 bilhões da União para garantir empreendimentos e atividades vinculados à produção de minerais críticos e estratégicos. O montante do fundo pode chegar a R$ 5 bilhões. O apoio será restrito a projetos considerados prioritários no âmbito da política.

Para Pablo Cesário, do Instituto Brasileiro de Mineração, o setor exige condições estáveis para atrair capital. “A mineração exige investimentos intensivos e ciclos produtivos que frequentemente chegam a 40 anos. Por isso, previsibilidade e estabilidade, especialmente a fiscal, são premissas indispensáveis para atrair investimento de longo prazo”, afirmou.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse que a nova lei será importante para o Brasil conhecer melhor os recursos que possui. “O Brasil vai conhecer em profundidade seus recursos e preservar a capacidade de decisão sobre suas cadeias produtivas”, declarou. Ele explicou que o Serviço Geológico do Brasil terá um aumento de verba, de R$ 8 milhões para R$ 300 milhões, para investir em pesquisa para conhecimento do solo.

Após a assinatura da lei, Lula defendeu o investimento na formação de novos profissionais para um mercado que promete se expandir e convidou universidades e institutos federais a participar da formação de novos cursos “para não ficarmos devendo a ninguém no mundo em preparação”. O presidente destacou a importância de ter um mercado de mineração desenvolvido, com industrialização e tecnologia de refino e produção no Brasil, e afirmou que não permitirá que minerais críticos sejam vendidos em estado bruto. “Nossa soberania não está à venda. A riqueza do Brasil tem um único dono, o povo brasileiro”, disse.

Lula também assinou o decreto que cria o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, responsável pela coordenação, planejamento e acompanhamento da política nacional, além de propor políticas e ações públicas para o desenvolvimento das cadeias produtivas. Os minerais críticos e as terras raras são insumos indispensáveis para as indústrias de tecnologia, automobilística e de defesa e para a transição energética. Com cerca de 21 milhões de toneladas, a reserva brasileira de terras raras é a segunda maior já mapeada no mundo, atrás apenas da China, que detém aproximadamente 44 milhões de toneladas. Apenas cerca de 25% do território nacional foi mapeado, o que indica potencial ainda desconhecido.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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