Tarcísio compara Haddad a “Pinóquio” durante debate em São Paulo
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comparou o ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo paulista, Fernando Haddad (PT), ao personagem Pinóquio durante o debate da TV Globo nesta terça-feira (29).
Tarcísio fez a referência ao boneco cujo nariz cresce quando mente ao contestar declarações de Haddad sobre programas do estado voltados a crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Na ocasião, Haddad acusou Tarcísio de acabar com o atendimento especializado dentro das escolas. Segundo o petista, o governador teria "eliminado o profissional para atender as crianças com deficiência". Haddad também afirmou que o estado não oferece atendimento médico a crianças com autismo em nível severo.
"Fiquei perplexo com o que as mães atípicas me contaram que está acontecendo na rede estadual, pela falta de profissionais, porque você não faz concurso, Tarcísio", afirmou Haddad. Ao responder, Tarcísio afirmou que, além de não demitir profissionais de apoio especializado, seu governo realizou novas contratações. "Haddad, você me lembra aquele personagem de desenho animado que tinha um senhorzinho bonzinho, que fez um boneco e, quando o boneco mentia, o nariz crescia", disse Tarcísio. Segundo o governador, sua gestão chegou a divergir das orientações do Ministério da Educação para manter o apoio nas escolas.
Os dois também protagonizaram um confronto sobre segurança pública no início do debate. Haddad questionou o adversário sobre a presença do Comando Vermelho (CV) no estado, enquanto Tarcísio destacou ações contra o PCC e a redução de índices criminais. Haddad abriu o bloco sobre segurança pública e citou notícias recentes sobre a atuação do Comando Vermelho em Rio Claro, Piracicaba e Praia Grande. "Os fatos noticiados nesta semana mais uma vez desmentem uma posição do meu adversário em relação à presença do Comando Vermelho no estado de São Paulo", afirmou. O petista perguntou se Tarcísio continuaria negando a atuação da facção no estado.
Haddad voltou ao tema do crime organizado ao questionar a participação de Tarcísio, em agosto, de um evento de campanha dos filhos de Milton Leite (União Brasil), ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo preso no âmbito da Operação Vectura Corrupta. A investigação apura a infiltração do PCC no sistema de transporte público da capital. A Polícia Civil sustenta que Milton Leite seria o verdadeiro proprietário da Transwolff e teria usado a empresa para lavar dinheiro da facção. A defesa contesta as acusações. "Tarcísio, você estava pedindo voto há 15 dias para os filhos do Milton Leite, que está preso. Você fala que a sua polícia estava investigando. Ninguém te informou que você não devia subir no palanque de alguém que seria preso 15 dias depois?", questionou Haddad. Tarcísio respondeu que Haddad estava "mal informado" e afirmou que sua relação com Milton Leite sempre foi institucional. Segundo o governador, os filhos do ex-presidente da Câmara não ocupam cargos no governo estadual. Tarcísio também citou a prisão do vereador Senival Moura (PT), detido em junho durante uma investigação sobre supostas ligações com o PCC. Haddad tentou minimizar o caso.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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