Pressão sobre custos faz saúde corporativa ganhar espaço na estratégia das empresas do Paraná
O aumento dos custos com assistência médica tem levado a saúde corporativa a deixar de ser tratada apenas como um benefício oferecido aos funcionários e a ganhar espaço crescente nas decisões estratégicas das empresas do Paraná. Com as despesas assistenciais pressionadas, as companhias passam a observar com mais atenção a utilização dos planos, o perfil de suas populações e os impactos que problemas de saúde podem gerar sobre o absenteísmo, a produtividade e o orçamento.
A mudança amplia a demanda por uma gestão mais próxima do benefício, capaz de combinar dados sobre a população, acompanhamento da utilização e ações preventivas. Em vez de atuar somente quando o problema já está instalado, empresas e gestores de saúde buscam formas de identificar necessidades antecipadamente e direcionar os beneficiários para jornadas de cuidado mais adequadas.
Esse cenário também movimenta o mercado de gestão de planos empresariais no Estado. A Safe Care Benefícios, que iniciou sua operação em Curitiba no final de 2025, chegou a 17 clientes no Paraná em cerca de um ano de atuação, somando 15 mil vidas sob sua administração. A operação regional integra o ciclo de expansão da companhia, que cresceu 45% em 2025 e acumula alta de 40% no início do segundo semestre de 2026. A expectativa é encerrar o ano com crescimento de aproximadamente 55% no negócio como um todo.
O Paraná ocupa posição estratégica nos planos de expansão da empresa, que pretende chegar a 50 clientes no Estado em dois anos de operação e fazer com que a região represente 20% dos negócios da Safe Care. A companhia também planeja ampliar gradualmente a atuação para outras regiões paranaenses, além de Curitiba.
O avanço ocorre em um mercado relevante para as empresas locais: cerca de um terço da população do Paraná possui plano de saúde, o que reforça o peso da assistência privada na relação entre empregadores e colaboradores. Para as organizações, oferecer o benefício representa um desafio que vai além da contratação, exigindo acompanhar a utilização, identificar pontos de atenção e buscar equilíbrio entre qualidade assistencial e sustentabilidade financeira.
Segundo Marcos Scaldelai, diretor executivo da Safe Care Benefícios, não basta disponibilizar o plano. “É preciso entender como essa população utiliza a assistência, quais são suas principais necessidades e onde existem oportunidades de prevenção. Absenteísmo, uso inadequado da rede e falta de acompanhamento podem gerar impactos tanto para as pessoas quanto para os resultados da empresa”, afirma. De acordo com o executivo, a companhia atua junto às empresas na implementação de jornadas de saúde direcionadas a diferentes perfis, com acompanhamento e orientação ao longo da utilização do sistema de saúde.
A busca por esse equilíbrio ganha relevância à medida que a assistência médica permanece entre os principais custos relacionados às pessoas nas organizações, levando o debate sobre saúde corporativa a envolver não apenas o RH, mas também áreas como finanças, operações e liderança. Com mais de 25 anos de atuação, a Safe Care administra 400 mil vidas e cerca de R$ 800 milhões em prêmios no país, combinando tecnologia, dados e acompanhamento das jornadas dos beneficiários.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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