Chuvas fortes continuam no Sul e aumentam impactos sobre moradores
As chuvas fortes que atingem a região Sul do país continuam nesta terça-feira (29), com cerca de 150 cidades registrando danos significativos em residências e prédios públicos. A formação de um ciclone extratropical no litoral uruguaio contribui para as tempestades e o fenômeno pode permanecer ao longo da semana.
No Rio Grande do Sul, foram registradas 146 ocorrências em 128 municípios desde a última sexta-feira (25), incluindo chuvas intensas, vendavais, inundações, deslizamentos e queda de granizo. O estado contabiliza 6 mil desalojados, além de mais de 8 mil casas e 73 prédios públicos danificados. Moradores próximos aos rios Santa Maria e Taquari estão em alerta desde o começo da noite desta terça-feira.
Em Santiago, o granizo deixou 6 mil desalojados e danificou 5 mil casas. Já em Capão do Cipó, 500 residências precisarão de reparos e há 120 desalojados. Em Santa Catarina, 19 municípios foram afetados desde domingo (27), com 2.077 casas atingidas. Não há desabrigados no estado, e 60 pessoas estão desalojadas. Nesta terça-feira, subiu para 11 o número de municípios catarinenses que decretaram situação de emergência: Arabutã, Brunópolis, Formosa do Sul, Ipumirim, Itá, Ponte Serrada, Santa Cecília, Santiago do Sul, São Domingos, Seara e Xavantina. Em Seara, uma tempestade de granizo afetou 1.344 residências e 17 prédios públicos.
As Defesas Civis de Santa Catarina e do Paraná emitiram notas sobre o El Niño nesta terça-feira. Os catarinenses passaram a considerar o fenômeno como de intensidade muito forte, pois o aquecimento da superfície do mar na região equatorial do Pacífico está acima do limiar de 2 °C. No Paraná, a nota da Defesa Civil estadual e do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) alerta para chuvas acima da média no centro-sul do estado ao longo de outubro e novembro, com atenção especial para a região entre Foz do Iguaçu, Guaíra, Maringá, Telêmaco Borba, Guarapuava e Francisco Beltrão.
O documento paranaense destaca a ocorrência de tempestades e recomenda medidas adicionais de segurança em atividades públicas, como feiras e shows, além da revisão de planos de contingência e do estoque de itens de assistência humanitária, como alimentos, lonas, telhas e materiais de dormitórios.
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