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Suécia pode refazer parte da eleição vencida pela esquerda após suspeita de fraude

Atualizado em 23/09/2026 às 10:20 schedule 3 min de leitura visibility 2 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Promotores da Suécia abriram uma investigação sobre uma possível fraude na eleição parlamentar realizada neste mês, vencida por estreita margem pelo bloco de centro-esquerda liderado pelos Social-Democratas. O caso envolve votos atribuídos a um candidato do Partido de Esquerda, uma das legendas que compõem o bloco vencedor, na região de Dalarna, e pode levar à repetição da votação naquela parte do país caso sejam constatadas irregularidades capazes de afetar o resultado.

A apuração está concentrada na cidade de Borlänge e envolve a eleição de Mohamed Abdukardir Ali, do Partido de Esquerda. Ele ocupava apenas a nona posição na lista da legenda para o Parlamento, mas recebeu votos preferenciais suficientes para ultrapassar candidatos colocados à sua frente e conquistar uma cadeira. Segundo a rádio pública Sveriges Radio, Ali recebeu mais de 600 votos preferenciais. O sistema eleitoral sueco permite que o eleitor marque nominalmente um candidato na cédula; ao atingir o número necessário desses votos pessoais, o candidato pode avançar na lista e conquistar um mandato mesmo que apareça atrás de outros nomes.

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Deviem

A investigação começou após uma denúncia segundo a qual eleitores teriam sido transportados até locais de votação antecipada e recebido cédulas do Partido de Esquerda já previamente marcadas com o nome de um candidato. Conforme a televisão pública SVT, esse candidato seria Mohamed Ali, e as autoridades apuram se a distribuição dessas cédulas aumentou de forma irregular o número de votos preferenciais recebidos por ele e contribuiu para sua eleição. O caso está sendo conduzido por autoridades especializadas em crimes eleitorais. Ali disse à SVT que não teve envolvimento com as supostas irregularidades. Diante da investigação, o Partido de Esquerda informou que ele ficará temporariamente afastado e não assumirá suas funções parlamentares enquanto a apuração estiver em andamento.

Se a Junta de Revisão Eleitoral da Suécia concluir que as irregularidades tiveram potencial para afetar o resultado em Dalarna, poderá determinar uma recontagem dos votos ou até uma nova votação em todo o distrito eleitoral. Nesse caso, não seria refeita apenas a disputa pela cadeira conquistada por Ali: Dalarna elege 11 dos 349 integrantes do Parlamento sueco e, em uma nova votação, todos os partidos voltariam a disputar esses mandatos. Atualmente, seis das 11 cadeiras de Dalarna ficaram com partidos do bloco de centro-esquerda e cinco com partidos do bloco de direita, de modo que uma repetição poderia alterar tanto os candidatos eleitos quanto a distribuição de cadeiras entre as legendas.

O caso pode mexer com o cenário nacional porque a eleição terminou com diferença de apenas três cadeiras: o bloco liderado pelos Social-Democratas obteve 176 assentos, contra 173 do bloco de direita. Segundo a agência Reuters, porém, especialistas consideram improvável que uma nova votação em Dalarna, por si só, mude o controle nacional do Parlamento, já que os eleitores tendem a migrar mais entre partidos do mesmo bloco do que de um bloco para outro.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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Por Ivan Marra

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