EUA e aliados criam coalizão para sufocar facções criminosas brasileiras
Os Estados Unidos e 14 países vizinhos firmaram nesta terça-feira, 22 de setembro, em Nova York, um pacto para combater o crime organizado no continente. Batizada de Escudo das Américas, a aliança mira 24 grupos classificados como narcoterroristas, entre eles o PCC e o Comando Vermelho, no Brasil, o Tren de Aragua, na Venezuela, os cartéis de Sinaloa e Jalisco Nueva Generación, no México, e organizações colombianas como o ELN e dissidências das Farc.
O foco das medidas é financeiro: congelamento imediato de contas bancárias e bens, restrições severas de vistos e impedimentos de imigração para pessoas ligadas às organizações. As leis nacionais dos países envolvidos serão usadas para responsabilizar criminalmente quem fornecer apoio material ou logístico, mesmo indireto, a um grupo da lista oficial de sanções da coalizão.
Brasil e México, atualmente sob gestões de esquerda, optaram por não integrar a aliança neste momento. Segundo o texto, o PCC e o Comando Vermelho já são classificados pela Casa Branca como grupos terroristas, o que permite aos EUA aplicar sanções individuais independentemente da participação brasileira. O presidente Donald Trump afirmou que cartéis e facções travam uma guerra contra os povos do hemisfério ocidental, e o secretário de Estado, Marco Rubio, disse que muitas organizações têm recursos financeiros e militares que rivalizam com capacidades de Estados inteiros.
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