Sob a sombra do Master, Toffoli e Nunes Marques lideram rejeição entre ministros do STF
A pesquisa AtlasIntel/Estadão divulgada nesta terça-feira (22) aponta os ministros Dias Toffoli e Nunes Marques como os integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) com os maiores índices de rejeição. O levantamento foi realizado entre os dias 17 e 21 de setembro, em meio à escalada da crise na Corte.
Toffoli registra a maior rejeição individual do tribunal, com 79% de avaliação negativa e apenas 5% de imagem positiva. Nunes Marques aparece em seguida, com 63% de avaliação negativa e 12% de positiva. Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes empatam no percentual bruto de rejeição, ambos com 59% de imagem negativa, mas Moraes tem taxa de aprovação maior (36% positiva) em comparação a Gilmar (26% positiva).
O presidente da Corte, Edson Fachin, é rejeitado por 54% e aprovado por 22%. A única integrante do STF a fechar o levantamento com saldo de imagem positivo é a ministra Cármen Lúcia, que soma 47% de avaliação positiva frente a 38% de rejeição. O ministro André Mendonça também é avaliado positivamente por 47%, mas seu índice de rejeição é de 48%.
Veja a avaliação individual de cada ministro:
- Dias Toffoli: negativa 79%; positiva 5%; não sabe 16%.
- Nunes Marques: negativa 63%; positiva 12%; não sabe 25%.
- Gilmar Mendes: negativa 59%; positiva 26%; não sabe 15%.
- Alexandre de Moraes: negativa 59%; positiva 36%; não sabe 5%.
- Edson Fachin: negativa 54%; positiva 22%; não sabe 24%.
- Flávio Dino: negativa 50%; positiva 44%; não sabe 6%.
- Luiz Fux: negativa 49%; positiva 36%; não sabe 15%.
- Cristiano Zanin: negativa 48%; positiva 34%; não sabe 18%.
- André Mendonça: negativa 48%; positiva 47%; não sabe 5%.
- Cármen Lúcia: negativa 38%; positiva 47%; não sabe 15%.
Segundo o estudo, 61% dos brasileiros afirmam não confiar nos ministros da Corte, enquanto 27,8% dizem confiar e 11,1% não souberam responder. A pesquisa também indica que 85,1% dos entrevistados acreditam haver envolvimento direto de ministros do STF no caso do Banco Master, contra 4,4% que descartam essa hipótese. Além disso, 64% concordam totalmente que há excesso de sigilo nas apurações, avaliando que a falta de transparência prejudica a confiança na sociedade.
Nesse cenário, 60,5% dos brasileiros defendem o impeachment imediato de Toffoli por suspeitas de ligação com o caso Master, enquanto 26,1% defendem o afastamento apenas se o envolvimento for provado e 6,5% são contra. Já 49,8% apoiam o impeachment imediato de Moraes sob as mesmas alegações, com 31,9% condicionando a medida à comprovação de culpa e 15,1% posicionando-se contra.
A pesquisa AtlasIntel/Estadão ouviu 1.852 pessoas entre os dias 17 e 21 de setembro, por meio de recrutamento digital. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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