STF: chegou a hora do basta
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, afirmou que os indícios reunidos pela Polícia Federal sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro "reclamam o devido encaminhamento institucional". Segundo ele, o cargo de ministro do Supremo "não confere privilégios, mas impõe deveres".
Na quarta-feira, 9 de setembro, após o confronto explícito entre Flávio Dino e André Mendonça, Fachin retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news, suspendeu decisões conflitantes sobre o comando da PF, manteve Andrei Rodrigues na direção-geral e determinou que novas investigações envolvendo ministros da corte dependam da presidência do STF. Convocou sessão extraordinária do plenário para o dia 15, quando será analisado o relatório da PF sobre os diálogos entre Moraes e Vorcaro.
Para o colunista Carlos Alberto Di Franco, as medidas representam um primeiro movimento para conter a crise, mas não bastam. Ele defende que o relatório seja examinado em sessão pública e presencial, que a sociedade conheça os fatos e que, se as irregularidades forem comprovadas, a punição seja rigorosa. Segundo o texto, "todos os suspeitos, de um lado e de outro, devem ser investigados".
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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