Última Hora
• Julgamento de Moraes provoca ofensiva de ministros do STF por acesso ao celular de Vorcaro • Xi critica protecionismo e oferece apoio em avanço da IA aos países do Brics • Supremo tem a chance de recuperar credibilidade com investigação contra Moraes • André Mendonça: como um servidor discreto virou o ministro que pode vencer Moraes • Julgamento no STF é mais importante que Copa do Mundo • Zanin pede à PF cópia do celular de Vorcaro antes de julgamento de Moraes • STF: chegou a hora do basta • Senadores que já defenderam Moraes evitam se posicionar após crise no STF • Julgamento de Moraes provoca ofensiva de ministros do STF por acesso ao celular de Vorcaro • Xi critica protecionismo e oferece apoio em avanço da IA aos países do Brics • Supremo tem a chance de recuperar credibilidade com investigação contra Moraes • André Mendonça: como um servidor discreto virou o ministro que pode vencer Moraes • Julgamento no STF é mais importante que Copa do Mundo • Zanin pede à PF cópia do celular de Vorcaro antes de julgamento de Moraes • STF: chegou a hora do basta • Senadores que já defenderam Moraes evitam se posicionar após crise no STF
Ver Todas

Senadores que já defenderam Moraes evitam se posicionar após crise no STF

Atualizado em 14/09/2026 às 06:20 schedule 3 min de leitura visibility 10 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

Em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF), senadores da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm mudado de posicionamento em relação à abertura do processo de impeachment de Alexandre de Moraes. Ao menos cinco senadores que já defenderam o ministro abertamente em 2024 afirmaram à Gazeta do Povo que agora preferem não se posicionar sobre o caso. Outros dois senadores que apresentavam o mesmo posicionamento em 2024 não atenderam a reportagem atualmente para confirmar se ainda são contrários à abertura do processo.

Os dados são de dois levantamentos realizados pela Gazeta do Povo com os 81 senadores, em 2024 e 2026. Na primeira pesquisa, as respostas foram coletadas após a divulgação de mensagens que revelavam ações “fora do rito” orquestradas pelo ministro, além da decisão assinada por ele de suspender a rede social X no Brasil. O levantamento atual iniciou no último dia 2 de setembro, após o levantamento do sigilo de mensagens trocadas entre Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro. Nas mensagens há informações a respeito de um contrato de R$ 131 milhões com o escritório da esposa do ministro, concessão de benefícios de luxo e pedidos feitos pelo ex-banqueiro a Moraes nos dias que antecederam a prisão de Vorcaro, em novembro de 2025.

Além dos que recuaram, três senadores da base governista, que antes não tratavam sobre o tema, passaram a assinar pedidos de impeachment contra o ministro nas últimas semanas. O movimento tira os pedidos da ala da oposição, que tradicionalmente concentra as iniciativas contra Moraes no Senado. Entre os que passaram a apoiar abertamente o processo estão Chico Rodrigues (PSB-RR), Leila Barros (PDT-DF) e Flávio Arns (PSB-PR). “Ao ler todas essas denúncias que estão às claras na imprensa, tive a coragem cívica de assinar o impeachment do ministro”, afirmou Chico Rodrigues, que assinou o pedido protocolado pela senadora Damares Alves (REP-DF). Arns declarou que “ninguém deve estar acima da lei e que as investigações devem ocorrer de forma transparente e sem interferências, em respeito absoluto à nossa Constituição”.

Para o cientista político Fernando Schüler, professor do Insper, a mudança de comportamento revela que a crise deixou de envolver apenas controvérsias sobre liberdade de expressão, garantias individuais e limites de atuação do Supremo. “Quando entrou em jogo a relação do ministro com Vorcaro, houve uma mudança de patamar. O problema migrou da questão democrática para a questão ética, porque o tema da corrupção entrou em jogo”, afirmou. Segundo ele, as mensagens alteraram o custo político de uma defesa explícita do ministro. “Muita gente tolera a censura, o que está errado, obviamente, mas tende a ter uma visão mais crítica em relação à corrupção ou à suspeita de corrupção.”

Schüler aponta ainda um segundo fator para o recuo: a proximidade das eleições. “O Congresso é muito sensível à opinião pública, e como estamos nos aproximando das eleições, os senadores tendem a migrar de posição ou simplesmente a não se manifestar”, disse. De acordo com o especialista, em vez de uma mudança definitiva de convicção, a estratégia pode ser simplesmente tirar o assunto do discurso eleitoral. “Uma posição estratégica”, finalizou.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Politica Julgamento de Moraes provoca ofensiva de ministros do STF por acesso ao celular de Vorcaro Ministros do STF reivindicam acesso ao conteúdo do celular de Vorcaro, apreendido em novembro, antes do… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra