Rui Costa Pimenta, do PCO, critica urnas eletrônicas e defende voto impresso
O candidato à Presidência da República Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), afirmou não confiar nas urnas eletrônicas brasileiras e defendeu a adoção do voto impresso e auditável. A declaração foi dada em entrevista ao Metrópoles na terça-feira (1º/9).
Segundo o candidato, sua posição contrária ao modelo eletrônico não é recente. "Nunca fui a favor [das urnas eletrônicas]. Porque, conhecendo o mundo da eletrônica, [...]", afirmou durante a entrevista.
A defesa do voto impresso e auditável é uma das bandeiras apresentadas por Pimenta na corrida presidencial. O modelo proposto prevê a impressão do registro do voto, permitindo que o eleitor confira o que foi registrado e que o resultado possa ser conferido posteriormente por meio físico.
As urnas eletrônicas são utilizadas no Brasil desde 1996 e, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, passam por etapas de auditoria e testes públicos antes de cada eleição. O sistema brasileiro não prevê a impressão do voto do eleitor para conferência individual.
O PCO é um partido de orientação trotskista, e Rui Costa Pimenta é uma de suas principais lideranças históricas. A entrevista ao Metrópoles integra a série de sabatinas e conversas com candidatos à Presidência realizadas pelo veículo durante o período eleitoral.
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