Pesquisa usa transplante de fezes para tentar reduzir alergias
Um estudo conduzido por pesquisadores norte-americanos testou o transplante de bactérias intestinais como estratégia para reduzir alergias alimentares graves. O experimento, realizado com um grupo reduzido de voluntários, resultou em seis pessoas com alergia severa a amendoim conseguindo tolerar pequenas quantidades do alimento após o procedimento.
A técnica, conhecida como transplante de microbiota fecal (TMF), consiste na transferência de material fecal de um doador saudável para o intestino do paciente. O objetivo é restaurar o equilíbrio da flora intestinal, que desempenha papel relevante na regulação do sistema imunológico e na resposta do organismo a alérgenos.
No estudo, os participantes passaram por avaliações periódicas para medir o nível de tolerância ao amendoim antes e depois do transplante. Os resultados indicaram que, após o procedimento, os seis pacientes passaram a ingerir pequenas porções do alimento sem apresentar reações alérgicas graves, o que não era possível anteriormente.
Os pesquisadores ressaltam que o achado é preliminar e que o tamanho reduzido da amostra não permite conclusões definitivas sobre a eficácia do método. Ainda assim, o resultado abre caminho para investigações mais amplas sobre o uso do transplante de fezes como alternativa terapêutica para alergias alimentares, condição que afeta milhões de pessoas e, em casos graves, pode levar a quadros de anafilaxia.
Os autores do trabalho não detalharam prazos para novas etapas da pesquisa nem informaram se há planos imediatos de ampliar os testes com um número maior de participantes. Especialistas ouvidos à época da divulgação destacaram a necessidade de mais estudos controlados para avaliar a segurança e a duração do efeito observado.
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