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Pesquisa analisa propostas dirigidas às mulheres em planos de governo

Por Ivan Marra
Atualizado em 01/09/2026 às 19:05 schedule 3 min de leitura visibility 24 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Propostas para mulheres em planos de governo focam violência, saúde e cuidado, aponta pesquisa

Levantamento do Instituto Update sobre 12 candidaturas à Presidência da República mostra que propostas dirigidas às mulheres estão presentes em diferentes campos políticos e se concentram principalmente em quatro temas: violência, saúde e cuidado. Segundo a pesquisa, tiveram menos espaço questões ligadas à participação política, à presença feminina em espaços de poder, à segurança no ambiente público e à autonomia.

“Os programas reconhecem problemas que afetam diretamente as mulheres, mas avançam menos quando se trata de incorporá-las como sujeitos de decisão e de pensar sua experiência cotidiana de forma mais ampla”, afirmou Carol Althaller, diretora executiva do Instituto Update. A análise considerou apenas propostas explicitamente relacionadas às mulheres, sem contabilizar automaticamente políticas universais de segurança, emprego, saúde, educação ou transporte como políticas para mulheres.

Nove dos 12 planos analisados (75%) têm propostas explícitas sobre violência contra mulheres, feminicídio ou proteção às vítimas. As propostas incluem ampliação de redes de proteção e casas-abrigo, integração entre segurança, Justiça, saúde e assistência social, monitoramento eletrônico de agressores, medidas protetivas e endurecimento penal. A pesquisa aponta, porém, que os programas reconhecem amplamente a mulher como vítima, mas incorporam pouco a insegurança que restringe sua circulação e o uso da cidade. Apenas um candidato relaciona explicitamente a segurança das mulheres à mobilidade e ao transporte urbano.

Na área de autonomia econômica, sete dos 12 planos (58%) apresentam propostas específicas sobre trabalho, renda, crédito, empreendedorismo ou independência econômica das mulheres. Em cinco deles aparece também a igualdade salarial ou remuneratória. O levantamento conclui que há convergência em torno da ideia de autonomia, mas uma disputa sobre os caminhos para atingi-la: em alguns programas, o tema aparece associado a salário, direitos, proteção social e creches; em outros, ganha peso o acesso ao crédito, a educação financeira e o empreendedorismo.

Sobre políticas de cuidado, sete dos 12 planos (58%) relacionam de maneira explícita creches ou políticas de cuidado à vida econômica e social das mulheres. Em alguns casos, o cuidado é tratado como infraestrutura pública capaz de liberar tempo das mulheres e ampliar sua participação no mercado de trabalho; em outros, aparece mais associado à maternidade e à proteção da família. Segundo o instituto, o ponto de convergência é o reconhecimento de que o cuidado interfere diretamente na autonomia, mas há diferenças sobre quem deve assumir essa responsabilidade e qual deve ser o papel do Estado.

Esta matéria foi publicada primeiro em Política · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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