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Orçamento de 2027 prevê R$ 133,8 bilhões em investimentos

Por Ivan Marra
Atualizado em 01/09/2026 às 18:55 schedule 3 min de leitura visibility 20 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Orçamento de 2027 prevê R$ 133,8 bilhões em investimentos

A equipe econômica prevê R$ 133,8 bilhões em investimentos no Orçamento de 2027, segundo o projeto da Lei Orçamentária Anual (PLOA) enviado nesta segunda-feira (31) ao Congresso Nacional. O valor representa aumento em relação aos R$ 110,8 bilhões previstos no Orçamento de 2026. A proposta amplia os recursos destinados a obras de infraestrutura, aquisição de equipamentos, habitação e projetos considerados prioritários pelo governo.

Do total previsto para 2027, R$ 87,9 bilhões correspondem a despesas primárias e R$ 45,9 bilhões a inversões financeiras, que incluem operações como subsídios destinados a programas habitacionais. O arcabouço fiscal determina piso de R$ 88,7 bilhões para os investimentos no próximo ano, equivalente a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Dessa forma, o total de investimentos públicos previstos está R$ 45,1 bilhões acima do limite mínimo.

O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) deverá concentrar R$ 61,5 bilhões em investimentos em 2027. O montante considera tanto despesas primárias quanto financeiras e poderá financiar projetos de infraestrutura e expansão da capacidade produtiva, incluindo obras de transporte, energia e habitação. O texto reserva R$ 8,25 bilhões para o Minha Casa, Minha Vida; R$ 1,19 bilhão para transporte coletivo urbano; e R$ 667,2 milhões para drenagem e prevenção de inundações.

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, destacou que a capacidade de investimento do governo aumentou na proposta, embora ainda esteja abaixo do necessário para sustentar um crescimento mais acelerado da economia. Segundo ele, o aumento foi possível em parte pelo controle do crescimento das despesas obrigatórias e pela aplicação dos mecanismos de contenção previstos na legislação fiscal.

A proposta também prevê redução da participação das despesas obrigatórias na economia, de 17,5% para 17,3% do PIB. Em contrapartida, o Orçamento incorpora uma despesa equivalente a 0,2 ponto percentual do PIB para o novo Fundo de Compensação a Estados e Municípios, criado pela reforma tributária. O aumento dos investimentos ocorre dentro das regras do arcabouço fiscal, que permite crescimento anual das despesas de até 2,5% acima da inflação, condicionado ao comportamento das receitas públicas.

Esta matéria foi publicada primeiro em Economia · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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