As reações no mundo político e jurídico aos diálogos entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro
A divulgação de diálogos atribuídos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, gerou reações imediatas no mundo político e jurídico. As mensagens, extraídas do celular de Vorcaro e reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo, indicam possíveis interações entre o banqueiro e o ministro, além de pessoas ligadas à família de Moraes. Os arquivos mostram que Vorcaro teria discutido com o ministro informações sobre a Operação Compliance Zero e a estratégia para frustrar o cumprimento de sua prisão preventiva. As mensagens também apontam que o banqueiro cobrava atenção aos pagamentos do contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, comandado pela mulher do ministro.
Candidatos à Presidência e parlamentares reagiram. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que Moraes "não tem mais condições de permanecer no cargo" e pediu que ele renuncie. Romeu Zema (Novo-MG) chamou o ministro de "projetinho de ditador" e disse que ele "merece cadeia". Augusto Cury (Avante) defendeu mandato de oito anos para ministros do STF. Ronaldo Caiado (PSD-GO) declarou que Vorcaro "contaminou todos os Poderes". Renan Santos (Missão) disse que Moraes "não tem nenhuma condição moral de estar em qualquer posição de poder". O governador Tarcisio de Freitas (Republicanos-SP) afirmou que os fatos são "graves" e devem ser investigados. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu investigação e prisão de Moraes. A OAB defendeu "apuração rigorosa e isenta" dos fatos.
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