Magnifica humanitas: preservar a centralidade da pessoa
O padre Elismar Alves dos Santos, C.Ss.R, doutor em Teologia Moral e em Psicologia e professor na Pontifícia Universidade Católica de Goiás, publicou um artigo sobre a primeira Encíclica do Papa Leão XIV, Magnifica humanitas, dedicada à salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial. No texto, o sacerdote destaca três aspectos centrais do documento: a Doutrina Social da Igreja, o conceito de técnica e de IA, e a dignidade humana no ambiente digital.
Segundo o artigo, a Encíclica retoma o desenvolvimento da Doutrina Social da Igreja desde a Rerum Novarum (1891) até as encíclicas Laudato si' e Fratelli tutti, do Papa Francisco. O documento reconhece o valor do progresso tecnológico quando este está a serviço da vida, mas alerta que o uso da inteligência artificial exige discernimento ético e responsabilidade social. O texto cita a Encíclica para lembrar que as inteligências artificiais "não possuem um corpo, não passam pela alegria e pela dor" e "nem sequer possuem uma consciência moral".
Por fim, o artigo ressalta que a pessoa humana permanece "a via da Igreja" e que sua dignidade é inerente e independe dos avanços tecnológicos. A Encíclica reafirma que o ser humano "é um fim e não um meio", devendo estar no centro de toda inovação científica e tecnológica.
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