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Flávio e PL lideram uso de conteúdos feitos por IA, diz observatório

Por Ivan Marra
Atualizado em 16/09/2026 às 06:35 schedule 3 min de leitura visibility 45 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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Um levantamento do Observatório IA nas Eleições, desenvolvido pela Data Privacy Brasil e pelo Aláfia Lab, apontou que quase dois em cada três conteúdos políticos produzidos com inteligência artificial e publicados em redes sociais entre 1º de janeiro e 16 de agosto de 2026 não sinalizaram o uso da tecnologia. A prática é proibida pela Justiça Eleitoral.

Do total de 413 conteúdos analisados, 250 — cerca de 60% — foram classificados como sátira, com o objetivo de ridicularizar algum político. Outros 163, aproximadamente 40%, foram enquadrados como desinformação. Segundo o observatório, o dado acende a preocupação de que os conteúdos estejam sendo compartilhados sem que o público seja informado sobre o uso da tecnologia, tanto pelas contas que os publicam quanto pelas próprias plataformas digitais, que, apesar de oferecerem recursos de rotulagem, possivelmente não estão moderando devidamente os conteúdos sintéticos.

A maior parte das publicações de desinformação ou sem sinalização de uso de IA partiu de usuários anônimos. Entre os candidatos que compartilharam esse tipo de mensagem, o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) lidera a lista, com 13 conteúdos. Em seguida aparece o deputado federal Mário Frias (PL-SP), com 10 publicações. O ex-governador Romeu Zema, candidato a presidente pelo Novo, publicou cinco; o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), três; e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), três.

Entre os partidos, o PL foi o maior propagador de mensagens feitas com inteligência artificial de forma indevida, com 28 publicações. O PT compartilhou quatro mensagens e o PSDB, duas.

A maior parte dos casos identificados de uso de inteligência artificial (81%) manipulou imagens ou a voz de pessoas públicas, técnica classificada como deepfake. O principal alvo foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve imagem ou voz modificada de forma pejorativa em 112 publicações. Flávio Bolsonaro foi alvo de 57 manipulações.

Deepfake é um conteúdo sintético produzido ou manipulado por inteligência artificial ou tecnologia equivalente, que apresente grau de realismo e reproduza ou altere a imagem, voz ou manifestação de pessoa viva, falecida ou fictícia. O TSE proibiu o uso de deepfake nas eleições quando o conteúdo for caracterizado como propaganda eleitoral.

Esta matéria foi publicada primeiro em Política · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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