Família de Jimmy Lai pressiona por libertação de ativista antes de cúpula nos EUA
O filho do ativista católico Jimmy Lai, Sebastien Lai, liderou nesta quarta-feira (16) apelos em Washington pela libertação do pai, preso em Hong Kong. A mobilização ocorre às vésperas do encontro entre os presidentes Xi Jinping e Donald Trump, marcado para 24 de setembro.
Jimmy Lai tem 78 anos e está detido há seis anos sob leis de segurança nacional impostas por Pequim. Empresário e um dos principais defensores da democracia em Hong Kong, ele é apontado por seus defensores como alguém que nunca pregou a violência, usando seu jornal e sua plataforma pública para apoiar liberdades civis. Por ser o prisioneiro político mais velho da região, seu caso é tratado por líderes globais como um teste para os direitos humanos e para as relações entre a China e o Ocidente.
A família e a equipe jurídica descrevem a situação de saúde do ativista como alarmante. Ele está em confinamento solitário há quase seis anos, o que agrava sua condição de idoso e diabético. Relatos apontam problemas cardíacos, perda de unhas, dentes apodrecendo e erupções cutâneas graves, agravadas pelo calor intenso das prisões de segurança máxima. Sebastien Lai alerta que, diante de uma sentença de 20 anos e da saúde debilitada, existe risco real de o pai morrer na prisão caso uma medida de libertação compassiva não seja adotada com urgência.
No Congresso americano, o deputado Chris Smith apresentou a Lei de Responsabilização de Prisioneiros Políticos de Hong Kong Jimmy Lai de 2026. O projeto exige que o Departamento de Estado avalie rapidamente qualquer morte sob custódia de prisioneiros políticos em Hong Kong e aplique sanções severas aos funcionários responsáveis. Em audiências legislativas, líderes de ambos os partidos reforçaram o apoio à família Lai e trataram o tema como questão de coragem moral e defesa da liberdade.
A expectativa da família é que Trump levante o caso repetidamente durante a visita de Xi Jinping a Washington. O objetivo é transformar a libertação do ativista em um gesto diplomático humanitário. Advogados de direitos humanos argumentam que a cúpula oferece uma janela de oportunidade para que a China demonstre clemência, alivie tensões internacionais e permita que um homem idoso e doente passe seus últimos momentos com a família — especialmente após sua filha ser diagnosticada com câncer.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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