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Ed Sheeran admite ter cometido 'erros' após polêmica pela exclusão de rapper pró-Palestina de sua turnê nos EUA

Por Ivan Marra
Atualizado em 20/09/2026 às 14:20 schedule 3 min de leitura visibility 35 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O cantor britânico Ed Sheeran pediu desculpas aos fãs por cometer "erros" ao abrir seu primeiro show desde que o rapper Macklemore foi retirado de sua turnê por fazer declarações pró-Palestina no palco. A apresentação ocorreu na Filadélfia, nos Estados Unidos, e marcou o retorno de Sheeran aos palcos em meio à polêmica que envolveu a Loop Tour.

Durante o show, Sheeran afirmou que nunca quis ser um "músico ativista", mas que a situação o colocou no centro de um debate sobre liberdade de expressão e sobre "a questão política mais complexa do planeta". Ele descreveu os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 como "horríveis" e classificou a situação em Gaza como "catastrófica, injustificável e desproporcional". O cantor disse ainda que o que aconteceu em Israel "agravou séculos de dor judaica" e que sua "coração foi partido pela escala da devastação e da perda de vidas civis".

Sheeran afirmou que a decisão de retirar Macklemore foi tomada por seus promotores, não por ele. Segundo o relato, a polêmica fez os preços dos ingressos caírem e as vendas diminuírem para a etapa restante da turnê nos EUA. Alguns ingressos chegaram a ser vendidos por US$ 32. Ele disse que, embora estivesse acostumado a críticas sobre sua música, naquela semana "as críticas foram sobre algo muito mais importante", e que estava tomando "decisões difíceis" e cometendo erros. "Sinto muito, muito mesmo", declarou.

O cantor também disse estar "profundamente preocupado" com a ideia de que casas de espetáculos "pré-aprovassem" conteúdo ou artistas, declaração recebida com aplausos. Ele afirmou que seu show "continua sendo um lugar onde todos são bem-vindos" e que não sabia "se esta turnê continuaria" ou "se eu sequer queria ser um artista", mas que voltou ao palco por compromisso com os fãs. A polêmica começou no início de setembro, quando Macklemore apresentou uma música dedicada a manifestantes pró-Palestina e se referiu ao número de mortos em Gaza como genocídio — alegação que Israel rejeita. A Messina Touring Group disse que o rapper foi retirado porque alguns locais, como o Gillette Stadium, em Boston, se recusariam a permitir os shows caso ele se apresentasse. O bilionário Robert Kraft, proprietário do estádio e do time New England Patriots, confirmou que havia proibido Macklemore de se apresentar. Artistas de abertura, incluindo Aaron Rowe e Lukas Graham, deixaram a turnê em solidariedade ao rapper.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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