Como o Uruguai virou destino preferido de milhares de cubanos
O Uruguai se tornou um destino atípico para milhares de cubanos que deixam a ilha caribenha em meio a uma crise humanitária. Segundo a Direção Nacional de Migração uruguaia, somente em 2025 as entradas de cubanos no país superaram as saídas em 14.961 pessoas. Entre janeiro e julho deste ano, o saldo positivo foi de 8.123. Os cubanos são hoje os maiores solicitantes de refúgio e os maiores beneficiários de residências permanentes no país.
Dados da Comissão para Refugiados (Core) do Uruguai mostram que os pedidos de refúgio aceleraram desde 2019 e atingiram, em média, 1,3 mil por mês no primeiro semestre deste ano. Havia 30.715 solicitações pendentes de decisão até o fim de junho. A vice-chanceler uruguaia e presidente da Core, Valeria Csukasi, afirmou à BBC News Mundo que a grande maioria desses pedidos — 89% — vem de cubanos, e atribuiu o acúmulo a um "descompasso estrutural" entre o volume de pedidos e a capacidade da comissão de processá-los.
Entre os motivos apontados para a escolha do Uruguai estão a tradição de abertura à imigração, a estabilidade política e econômica e os serviços gratuitos de saúde e educação, além da assistência social a famílias de baixa renda, incluindo estrangeiros residentes. O fluxo migratório mais tradicional para os EUA foi interrompido por restrições do governo de Donald Trump e pela exigência de visto pela Nicarágua. A maioria dos cubanos entra no país pela fronteira entre Santana do Livramento e Rivera, no Brasil.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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