Como Janones montou um exército digital na campanha de Lula — e qual espaço pode ter no novo governo
Antes mesmo de a apuração confirmar o vencedor, André Janones já havia distribuído a "última missão" aos seguidores do Exército do Lula, canal que criou no WhatsApp para mobilizar apoiadores pela reeleição do presidente. A mensagem pedia que, confirmada a vitória, os participantes recuperassem as publicações em que ele havia previsto o resultado e o tamanho da diferença — resumo de duas marcas de sua atuação: mobilizar a militância e reivindicar reconhecimento pelo próprio papel na campanha.
O canal chegou a cerca de 10,8 milhões de seguidores, convocados a compartilhar vídeos, promover hashtags e atrair novos participantes, com modelos prontos de convite para amigos e grupos. O crescimento também apareceu no perfil pessoal do deputado federal da Rede por Minas Gerais: segundo o SocialBlade, seu Instagram passou de 2.781.320 seguidores no primeiro turno para 6.876.228 em 23 de outubro, alta de 147,2%. No discurso de vitória, Lula chamou Janones ao seu lado, agradeceu sua atuação e o tratou como "nosso general".
Com a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro, a disputa por reconhecimento ganha outra dimensão: quanto espaço Janones terá no próximo governo? O presidente prometeu ampliar a participação popular nas decisões e afirmou que "a comunicação digital vai ganhar muito espaço". Para o cientista político Leandro Consentino, do Insper, a vitória pode aproximar a trajetória do deputado do governo, sobretudo na comunicação.
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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