Cinco mentiras de Lula no discurso da vitória
Em pronunciamento após a vitória no segundo turno, o presidente Lula festejou o que chamou de “derrota da mentira”, mas repetiu declarações que não se sustentam diante dos fatos. Uma delas foi a afirmação de que nunca perdeu uma eleição no segundo turno — derrota que sofreu para Fernando Collor em 1989.
Lula também voltou a dizer que o adversário queria privatizar o SUS. O plano protocolado por Flávio Bolsonaro previa valorizar o Saúde da Família, melhorar a remuneração dos médicos pelo SUS e usar clínicas conveniadas para reduzir a fila de exames. Sobre as plataformas digitais, o presidente falou em “intromissão vinda de fora”, embora a Meta tenha admitido apenas erros técnicos que atrapalharam anúncios do PT, sem indício de sabotagem intencional, conforme apontou o TSE.
Na economia, afirmou que as big techs não pagam “nenhum imposto” no país, mas empresas como a Meta informam a cobrança de PIS, Cofins e ISS sobre seus anúncios. Lula ainda chamou Flávio Bolsonaro de “representante genuíno do milicianismo”, associação que os episódios citados não comprovam, e disse que a Constituição de 88 transferiu toda a responsabilidade pela segurança pública aos estados — o que ignora o artigo 144, que atribui à Polícia Federal o combate ao tráfico e à Polícia Rodoviária Federal o patrulhamento das rodovias federais.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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