Revista inglesa diz que Lula pode ser “pato manco” no quarto mandato
Em análise publicada em seu site nesta segunda-feira (26), a revista inglesa The Economist afirmou que a força da direita no Congresso Nacional pode transformar o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um “pato manco” em seu quarto mandato. A expressão é usada para descrever políticos que seguem no cargo, mas enfraquecidos, com dificuldades para aprovar e implementar suas medidas.
Segundo a publicação, a direita — incluindo a esposa, o irmão e dois outros filhos de Jair Bolsonaro, eleitos para o Congresso — forma agora a maior bancada nas duas casas legislativas. Para a revista, isso tornará difícil para Lula governar, sobretudo porque, por limitações constitucionais e pela idade, ele não poderá concorrer novamente. “Ele corre o risco de se tornar um pato manco logo no primeiro dia [do seu quarto mandato]”, afirmou a Economist.
A análise também aponta desafios econômicos que, na avaliação da revista, foram em grande parte gerados pelo próprio governo. A publicação sustenta que a prioridade do petista será recuperar a economia brasileira e cita como consequência de políticas de gastos excessivos a elevação dos juros reais pelo Banco Central a patamares elevados, além do crescimento de mais de dez pontos percentuais na relação entre dívida pública e PIB ao longo dos últimos quatro anos.
De acordo com a Economist, em vez de nomear um colega de partido para o Ministério da Fazenda, Lula precisará escolher um nome de peso e apresentar um plano crível de redução de gastos para acalmar os mercados. A revista acrescenta que, até o momento, as medidas de distribuição de recursos anunciadas antes da eleição sugerem que ele pode fazer exatamente o contrário.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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