Última Hora
• Sabino leva terceiro amarelo e desfalca o São Paulo no clássico contra o Corinthians • Lucas marca, mas São Paulo perde do Bahia e vê jejum fora de casa aumentar • Botafogo perde a segunda seguida, e Remo quebra jejum de 12 jogos no Brasileiro • Referência de Flávio na segurança pública, Bukele parabeniza Lula pela reeleição no Brasil • Cooperativas do Paraná separam direção estratégica da gestão de negócios • Flávio Bolsonaro usa exemplos históricos para justificar sua saída do Brasil • Ives Gandra diz que Flávio errou ao se declarar presidente e critica interferência do STF • Flávio Bolsonaro declara liderança da oposição a partir dos EUA • Sabino leva terceiro amarelo e desfalca o São Paulo no clássico contra o Corinthians • Lucas marca, mas São Paulo perde do Bahia e vê jejum fora de casa aumentar • Botafogo perde a segunda seguida, e Remo quebra jejum de 12 jogos no Brasileiro • Referência de Flávio na segurança pública, Bukele parabeniza Lula pela reeleição no Brasil • Cooperativas do Paraná separam direção estratégica da gestão de negócios • Flávio Bolsonaro usa exemplos históricos para justificar sua saída do Brasil • Ives Gandra diz que Flávio errou ao se declarar presidente e critica interferência do STF • Flávio Bolsonaro declara liderança da oposição a partir dos EUA
Ver Todas

André Mendonça: como um servidor discreto virou o ministro que pode vencer Moraes

Por Ivan Marra
Atualizado em 14/09/2026 às 07:20 schedule 4 min de leitura visibility 39 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça construiu uma trajetória que começou longe dos holofotes do poder em Brasília. Filho de um bancário do extinto Banespa e de uma dona de casa, nasceu em Santos e viveu em diferentes cidades paulistas — como São Vicente, Miracatu, Itanhaém, Pederneiras e São Paulo — antes de chegar a Bauru, onde se formou em Direito pela Instituição Toledo de Ensino, em 1993. Ainda durante o curso, aos 19 anos, perdeu o pai, a quem descreve como seu "orgulho, exemplo e referencial de vida".

Antes de ingressar na carreira jurídica, Mendonça pretendia seguir o caminho religioso. Aos 16 anos, dizia que queria ir para o seminário em vez de fazer faculdade. O pai pediu que concluísse os estudos primeiro; depois, foi a mãe quem o convenceu a adiar o plano religioso até conquistar independência financeira. Recém-formado, trabalhou em um escritório montado num porão em Bauru. Depois, prestou concurso para a Petrobras e, em seguida, para a Advocacia-Geral da União, onde pediu lotação em Londrina (PR) para poder estudar na Faculdade Teológica Sul Americana.

Na AGU, ganhou destaque pelo perfil técnico. Em 2005, foi convidado para uma missão temporária na Corregedoria-Geral do órgão, em Brasília, e acabou efetivado como subcorregedor. Seu nome chegou a Dias Toffoli, então advogado-geral da União, que em 2008 o convidou para dirigir o recém-criado Departamento de Patrimônio Público e Probidade Administrativa. À frente da área, comandou a restituição de R$ 169 milhões desviados das obras do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, trabalho que lhe rendeu o Prêmio Innovare em 2011.

A aproximação com Jair Bolsonaro ocorreu no fim de 2018, durante a transição de governo, quando o então assessor Jorge Oliveira apresentou seu currículo ao presidente eleito. Bolsonaro o anunciou para chefiar a AGU e o apelidou de "Mendonção". Em 2020, Mendonça substituiu Sergio Moro no Ministério da Justiça, cargo que ocupou até março de 2021, quando voltou à AGU. Em julho daquele ano, foi indicado por Bolsonaro à vaga de Marco Aurélio Mello no STF, mas enfrentou resistência no Senado e esperou quase cinco meses pela sabatina. Ouvido pela Comissão de Constituição e Justiça em 1º de dezembro, respondeu a perguntas por mais de oito horas, defendeu o Estado laico e teve o nome aprovado por 18 votos a 9 na CCJ e por 47 a 32 no plenário. Tomou posse ainda em dezembro de 2021.

Desde então, ficou conhecido pela participação em julgamentos sobre liberdade de expressão, direitos individuais e os limites de atuação do próprio Supremo, incluindo os primeiros embates com Alexandre de Moraes. Sua trajetória também registra controvérsias: o Instituto Iter, criado por ele em 2023 e administrado por sua mulher, Janey, fechou dezenas de contratos com órgãos públicos sem licitação, num total de R$ 10,7 milhões, segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo. No início deste mês, em meio aos questionamentos, Mendonça e Janey deixaram a entidade e doaram suas cotas — decisão que, segundo o ministro, buscava evitar "ruídos". O instituto também aparece no caso envolvendo o Banco Master: em março de 2025, Daniel Vorcaro esteve na sede do Iter, em São Paulo, para uma reunião com Mendonça.

Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Politica Referência de Flávio na segurança pública, Bukele parabeniza Lula pela reeleição no Brasil O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, enviou uma carta ao presidente Lula (PT) para parabenizá-lo pela… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Por

Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra