5 coisas que você precisa saber sobre o documentário de 4 horas sobre Elon Musk
O documentário Musk, dirigido pelo cineasta Alex Gibney — vencedor do Oscar por Um Táxi para a Escuridão e Enron - Os Mais Espertos da Sala —, estreou no Festival de Cinema de Veneza. Com 225 minutos de duração e um intervalo de 10 minutos, o filme se estende por quase quatro horas dedicadas à vida e à obra do homem mais rico do mundo.
Segundo a produção, o próprio Elon Musk não concede entrevista. Gibney tentou inicialmente conversar com ele, mas, quando o projeto foi anunciado, em março de 2023, Musk classificou o trabalho como "matéria difamatória" nas redes sociais. A solução encontrada pelo diretor foi usar um avatar do empresário gerado por inteligência artificial para repetir declarações feitas publicamente por ele. A escolha é apresentada como pertinente porque Musk acredita na possibilidade de todos viverem em uma simulação.
O filme também explora a passagem de Musk pelo governo dos Estados Unidos. A autora Zoë Schiffer, que escreveu um livro sobre a gestão dele no Twitter, afirma que, à frente do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE), do presidente Donald Trump, ele seguiu a "cartilha do Twitter" ao tentar eliminar a dívida nacional com cortes drásticos no orçamento de diversos departamentos, cercado por assistentes na casa dos vinte anos sem experiência no governo. Em entrevista ao Washington Post, pouco antes de deixar a administração, Musk lamentou que o DOGE tivesse se tornado o "bode expiatório para tudo".
Entre as participações surpresa está o músico David Byrne, que coescreveu a canção Let Me Sell You a Dream para os créditos finais. A letra é composta inteiramente por frases ditas por Musk no passado. O documentário ainda recorre a trechos do filme britânico O Homem que Fazia Milagres (1937), no qual um ser celestial concede poderes infinitos a um homem comum que acaba destruindo o planeta acidentalmente.
Até o momento, a recepção da crítica tem sido amplamente positiva. A Variety descreveu a obra como "contundente e importante", enquanto o The Telegraph, em uma crítica de quatro estrelas, classificou-a como "um ataque implacável e minuciosamente detalhado". Musk, por sua vez, escreveu no X que o filme é "um ataque difamatório que fracassa e comete o pecado capital de ser entediante por quatro horas".
Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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