Presidenciáveis reagem à sessão do STF; veja o que disseram
Presidenciáveis de diferentes partidos se manifestaram após a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15), que discutiu a tramitação de investigações envolvendo ministros da Corte. As reações foram divulgadas em declarações e publicações nas redes sociais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a abertura dos sigilos relacionados às investigações. “Abra-se o sigilo de todo mundo”, afirmou, ao comentar o caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Lula questionou ainda os motivos que levaram Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques a não participar da votação. Segundo ele, as apurações devem ocorrer “com todo o rigor” e o STF precisa recuperar a confiança da sociedade. “Não há como o povo brasileiro ficar vendo a Suprema Corte perder credibilidade na sociedade. A instância máxima da Justiça brasileira precisa ser exemplo”, declarou. O presidente também defendeu mudanças nos critérios de escolha de magistrados para diferentes instâncias do Judiciário.
Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que ministros indicados por Lula trabalharam para “blindar” Alexandre de Moraes durante o julgamento. Segundo o candidato, os ministros atuaram para impedir que as suspeitas envolvendo Moraes fossem devidamente apuradas.
Ronaldo Caiado (União Brasil) disse que a sessão expôs “o limite do insustentável”. O ex-governador de Goiás criticou o bate-boca entre ministros e classificou o episódio como um “espetáculo degradante”, afirmando que a situação “constrange o país”. Ele mencionou o pedido de desculpas feito pela ministra Cármen Lúcia ao povo brasileiro durante a sessão. “Fica claro que a instituição perdeu o rumo”, escreveu. Caiado disse ainda que o país não pode continuar como “refém da instabilidade”.
Romeu Zema (Novo) publicou uma série de mensagens nas redes sociais durante o julgamento. Em uma delas, criticou a decisão de Dias Toffoli de não participar da votação, afirmando que o ministro usou o “foro íntimo” para não votar e classificou a justificativa como “uma desculpa para esconder a verdade”. Zema também criticou a decisão de Nunes Marques de se declarar impedido. Em outras publicações, criticou Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes e afirmou que havia “prepotência” por parte dos ministros.
Renan Santos (MBL) afirmou que a votação envolve “corrupção no STF” e chamou atenção para o fato de ministros terem se declarado impedidos. “Ministros no plural estão se declarando impedidos”, escreveu. Na sequência, questionou as críticas que recebe por defender o não cumprimento de determinadas decisões judiciais. Augusto Cury (Avante), em conversa com a Revista Oeste durante uma ação de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, afirmou que não está ao lado de Alexandre de Moraes nem de André Mendonça na disputa entre os ministros. “Em vez de discutir o Brasil, estão discutindo meia dúzia de pessoas. É uma vergonha”, disse.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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