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Por que o Brasil sempre abre a Assembleia Geral da ONU

Por Ivan Marra
Atualizado em 17/09/2026 às 17:05 schedule 2 min de leitura visibility 40 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que irá a Nova York no domingo para participar da Assembleia Geral da ONU. Na terça-feira, dia 22, ele será o primeiro chefe de Estado a discursar no evento — posição que o Brasil ocupa a cada ano no mais importante debate diplomático global.

A resposta para essa tradição está menos em regras escritas e mais na prática diplomática. Segundo o livro O Brasil nas Nações Unidas, 1946-2011, publicado pela Fundação Alexandre de Gusmão, a prática começou em 1949, em meio ao clima de confronto da Guerra Fria, justamente para evitar dar primazia aos Estados Unidos ou à União Soviética. Desde então, antes de abrir a lista de oradores, o secretário-geral envia uma nota à missão brasileira perguntando se o país deseja manter a tradição. A resposta invariavelmente positiva mantém viva uma prática que "honra e distingue o Brasil", nas palavras da publicação.

De acordo com o professor Lucas Leite, da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), a tradição também tem raízes formais: o Brasil teve papel importante na constituição da Carta da ONU, e o diplomata Oswaldo Aranha atuou na primeira Assembleia Geral. Desde 1955, o Brasil abre de maneira constante o Debate Geral, seguido pelos Estados Unidos. A abertura dá ao país visibilidade singular para projetar sua política externa e marcar posição em temas globais.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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