Última Hora
• Falhas de Moraes permitem a Fachin arquivar acusações contra Mendonça no STF • Lula promete canetas emagrecedoras, mas não sabe quanto custará, quem vai receber nem quando • Agente da OpenAI se 'infiltrou' em site do governo australiano, diz primeiro-ministro: 'Inaceitável' • Por que governo Lula vê 'cavalo de Troia' em ação coordenada dos EUA e mais 14 países contra facções como PCC e CV • Xi Jinping nos EUA: o 'príncipe' que perdeu tudo antes de se tornar o líder mais poderoso da China • Há 11 anos: Pisoteamento em Meca em 2015 • Anvisa alerta para venda irregular de tirzepatida em pó na internet • Papa: a caridade deve orientar o progresso. Deus e o homem não são rivais • Falhas de Moraes permitem a Fachin arquivar acusações contra Mendonça no STF • Lula promete canetas emagrecedoras, mas não sabe quanto custará, quem vai receber nem quando • Agente da OpenAI se 'infiltrou' em site do governo australiano, diz primeiro-ministro: 'Inaceitável' • Por que governo Lula vê 'cavalo de Troia' em ação coordenada dos EUA e mais 14 países contra facções como PCC e CV • Xi Jinping nos EUA: o 'príncipe' que perdeu tudo antes de se tornar o líder mais poderoso da China • Há 11 anos: Pisoteamento em Meca em 2015 • Anvisa alerta para venda irregular de tirzepatida em pó na internet • Papa: a caridade deve orientar o progresso. Deus e o homem não são rivais
Ver Todas

Por que governo Lula vê 'cavalo de Troia' em ação coordenada dos EUA e mais 14 países contra facções como PCC e CV

Atualizado em 24/09/2026 às 08:05 schedule 3 min de leitura visibility 1 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
mail

Um auxiliar próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que os Estados Unidos estão usando o combate ao crime organizado no continente americano como uma espécie de "cavalo de Troia" para ampliar sua influência na região. A análise foi feita à BBC News Brasil em caráter reservado.

Na metáfora usada pelo auxiliar, o combate ao narcotráfico seria o "cavalo" de madeira grego, e os "soldados" dentro dele seriam os interesses norte-americanos que os países da região estariam colocando "para dentro de casa" ao aderirem à política dos EUA para o continente. A avaliação toma como base o comunicado conjunto divulgado na terça-feira (22/9) por 15 países liderados pelos Estados Unidos, grupo intitulado Escudo das Américas, que se compromete a adotar sanções contra 24 facções criminosas, entre elas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho.

Publicidade

Deviem

Apesar de o foco do texto ser medidas conjuntas contra grupos criminosos, o documento também menciona infraestrutura digital, cooperação econômica e acesso a minerais críticos. Segundo o auxiliar, os EUA usam o combate às facções como pretexto para avançar agendas mais amplas. Na avaliação dele, a adesão dos países à postura norte-americana é perigosa e cria terreno para que qualquer tema de interesse dos EUA na região seja tratado sob a lógica de segurança nacional, o que, em última instância, poderia justificar ações militares.

O comunicado afirma que os signatários vão adotar medidas como congelamento de ativos de organizações criminosas ou de suas lideranças, controle migratório contra pessoas supostamente vinculadas e processamento de quem oferece suporte financeiro ou logístico às facções. O grupo também anunciou que fará consulta à Organização dos Estados Americanos (OEA), da qual o Brasil é membro, para avaliar a possível reativação do Tratado Interamericano de Assistência Mútua (Tiar), criado em 1948 durante a Guerra Fria.

O Escudo das Américas reúne 14 países do continente, em sua maioria governados por líderes de centro-direita e de direita alinhados à política de Donald Trump para a região. O Brasil não faz parte do grupo. Diplomatas brasileiros ouvidos pela BBC News Brasil disseram que só tomaram conhecimento do documento após sua divulgação e não foram consultados ou informados por países parceiros. De acordo com o auxiliar presidencial, o governo ainda analisa as implicações práticas do comunicado e da possível consulta à OEA, e uma das opções seria votar contra as propostas do grupo, decisão ainda não tomada.

Esta matéria foi publicada primeiro em Internacional · BBC News Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

Leia a seguir Politica Falhas de Moraes permitem a Fachin arquivar acusações contra Mendonça no STF Edson Fachin pode arquivar sumariamente as acusações contra André Mendonça por uso irregular de relatórios de… Continuar leitura arrow_forward

Continue neste assunto

Comentários nesta matéria

Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.

Ainda não há comentários publicados nesta matéria.

Sua avaliação desta matéria

Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.

Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).

Entrar para comentar

Sobre o autor

Por Ivan Marra

Quem sou eu

Sou desenvolvedor de software fullstack com mais de 20 anos de experiência na criação de soluções inteligentes, seguras e escaláveis. Atuo desde o backend até o design de interfaces, unindo…

Mais de Ivan Marra