Peregrinos cristãos desafiam limites físicos para visitar templos isolados
Igrejas e mosteiros históricos erguidos em locais de difícil acesso atraem peregrinos cristãos dispostos a enfrentar trilhas íngremes e escaladas em busca de uma experiência que une fé e aventura ao ar livre. De penhascos na Turquia a pináculos rochosos na Etiópia, a geografia moldou a espiritualidade dessas regiões ao longo dos séculos.
Na Turquia, o Mosteiro de Sumela, construção greco-ortodoxa encravada em um penhasco a 300 metros de altura no vale de Altindere, é conhecido por seus afrescos bíblicos e pela arquitetura adaptada à rocha. No Egito, o Mosteiro de Santa Catarina repousa ao pé do Monte Sinai. Construído no século VI, o complexo preserva ícones cristãos raros e uma biblioteca com manuscritos em idiomas antigos, como o siríaco e o árabe.
Na Grécia, os mosteiros de Meteora foram erguidos no topo de formações de arenito. No Mosteiro da Santíssima Trindade, os visitantes enfrentam uma escadaria de 140 degraus esculpida na pedra em 1925, recompensada por uma vista panorâmica das montanhas e do rio Peneios. Já a Igreja Abuna Yemata Guh, na região de Tigray, na Etiópia, exige escalar uma face rochosa vertical nas Montanhas Gheralta. O templo guarda pinturas murais do século XV.
Outros destinos serviram como refúgio em períodos de perseguição. O Vale Sagrado de Wadi Qadisha, no Líbano, abrigou patriarcas maronitas por séculos. No Iraque, o Mosteiro Mor Mattai, fundado em 363 d.C. no Monte Alfaf, serviu em 2014 como abrigo temporário para famílias que fugiam de grupos extremistas na Planície de Nínive.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
Continue neste assunto
Comentários nesta matéria
Comentário público sobre este texto. Após envio, a redação analisa antes de publicar. Para proposta de pauta ou assuntos privados, use mensagem à redação na sua conta.
Ainda não há comentários publicados nesta matéria.
Sua avaliação desta matéria
Clique nas estrelas para avaliar — pediremos que entre com seu e-mail.
Entre com seu e-mail para comentar nesta matéria (enviamos um link rápido, sem cadastro longo).
Entrar para comentar