Paulistanos vão às janelas fazer panelaço contra Moraes
Moradores de bairros da região central de São Paulo participaram, na noite desta segunda-feira (14), de um panelaço com pedidos de afastamento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação foi convocada nas redes sociais por simpatizantes da direita e ocorreu na véspera do julgamento no STF.
Dezenas de internautas registraram o protesto, que teve maior concentração em Santa Cecília e Higienópolis. Também houve relatos e vídeos nos Jardins, em especial no Jardim Paulistano. Um dos internautas lembrou que, antes de assumir o cargo em Brasília, Moraes e sua família moravam nos Jardins e seguem como proprietários de imóveis no bairro.
Entre os usuários do X que divulgaram a manifestação, o protesto foi registrado pelo advogado Fabio Wajngarten, ex-secretário de Imprensa do governo Bolsonaro. "Acabou a paciência do povo", comemorou.
Origem do panelaço
O termo panelaço vem do espanhol, grafado como cacerolazo ou cacerolada. É uma forma de protesto pacífico e barulhento em que manifestantes batem panelas, frigideiras, caçarolas e outros utensílios de cozinha para produzir ruído e expressar descontentamento político e social. É especialmente comum em apartamentos e casas, o que permite protestar sem sair às ruas — característica que o tornou frequente em contextos de repressão ou isolamento, como na pandemia de Covid-19.
O primeiro registro de um panelaço foi em 1971, no Chile, contra a escassez no governo de Salvador Allende. Na Argentina, tornou-se amplamente usado durante a grave crise de 2001, o "corralito", quando a população saiu às ruas e janelas batendo panelas, contribuindo para a queda do presidente Fernando de la Rúa. No Brasil, foi usado nas Diretas, em 1984, durante os protestos de 2013 e contra os governos de Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.
Esta matéria foi publicada primeiro em Brasil · Gazeta do Povo e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.
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