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ONU: Lula defende multilateralismo e reforma do Conselho de Segurança

Por Ivan Marra
Atualizado em 20/09/2026 às 13:35 schedule 3 min de leitura visibility 39 visualizações share 0 compartilhamentos (0)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para Nova York, nos Estados Unidos, onde participará da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Na terça-feira (22), pela manhã, ele se reúne com o secretário-geral da ONU, António Guterres, e em seguida faz o discurso de abertura da seção de alto nível da assembleia.

No pronunciamento, o presidente deve ressaltar a importância do multilateralismo, uma das linhas centrais da política externa brasileira, em um cenário marcado pela multiplicação de conflitos internacionais. Lula também deverá defender a negociação como caminho para a solução de disputas, o respeito ao direito internacional humanitário e a não interferência em assuntos internos de outros países. O discurso deve apresentar a visão do Brasil sobre os principais temas da agenda internacional.

A reforma das Nações Unidas, em particular de seu Conselho de Segurança, deve estar entre os temas abordados. O Brasil defende há anos a atualização da composição e do funcionamento do órgão e critica a sua dificuldade de responder aos conflitos internacionais.

Além do discurso, a agenda presidencial em Nova York prevê a chegada à cidade ainda na noite de domingo (20), com encontros bilaterais reservados para ocorrer ao longo da segunda-feira (21). Um dos encontros previstos será com o prefeito da cidade, o progressista Zohran Mamdani, do Partido Democrata, que governa Nova York desde o início do ano. Lula retorna ao Brasil no mesmo dia do discurso. Esta será a 11ª participação do presidente na Assembleia Geral das Nações Unidas como presidente da República; em seus três mandatos, ele só não compareceu em 2010.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, permanecerá em Nova York durante toda a semana e participará de reuniões do Brics, do Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul (IBAS), do G77, do G4, do L69 e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), além de encontros da Celac e do Consenso de Brasília. No dia 23 de setembro, será realizado o encontro da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo Brasil durante a presidência brasileira do G20. No dia 24, o chanceler presidirá a reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), organização que o Brasil preside atualmente por um período de três anos.

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, copresidente da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, também participará de atividades em Nova York entre os dias 21 e 23 de setembro. A delegação brasileira participará ainda de reuniões do Conselho de Segurança das Nações Unidas e de encontros sobre a situação da Palestina e a solução de dois Estados, o combate à desigualdade, a Comissão de Consolidação da Paz e temas relacionados ao direito internacional humanitário. Estão previstas as participações das ministras Esther Dweck, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, e Rachel Barros, da Igualdade Racial, além do ministro dos Povos Indígenas, Luiz Eloy Terena.

Esta matéria foi publicada primeiro em Política · Agência Brasil e republicada aqui com tratamento editorial (síntese dos pontos mais relevantes), a partir de feed RSS. Ver publicação original.

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